Hard Rock Attack: armas, rosas e serpentes!

Hey, rocker! Tudo bem?

Que susto que aprontamos semana passada, ein?

Minha orelha tá queimando até hoje, tamanha foi a revolta contra a tal “Santo Pop”. Uma brincadeira engenhosa de primeiro de abril que nos mostrou o quanto o Rock realmente importa pra tantas pessoas espalhadas pelo Brasil. Foi incrível.

Às centenas (sim, meus dedos ainda doem de tanto escrever!) de clientes que fiz questão de responder individualmente, reforço: não há estrela do pop que vai nos fazer abandonar o trabalho que fazemos diariamente com tanto tesão. Dinheiro é bom, mas se fosse só isso não haveria nem Santo Rock. 

Alguns amigos ficaram preocupados: “Como vocês podem arriscar tanto brincando com a marca assim?“. Bom, a resposta é até simples: muito da atitude Rock está justamente em quebrar o padrão, fazer diferente, se permitir ter a liberdade para ousar. Ousamos… e foi épico.

Hoje a história é outra: começamos a semana de volta ao ritmo intenso de sempre, já com lançamentos monstruosos pra nos redimir com você.

O momento não podia ser melhor: com o retorno do Guns n Roses (ainda estamos nos beliscando aqui pra acreditar) chegou a hora de voltar um pouco aos anos 80 e entender melhor de onde veio essa locomotiva de barulho, sentimento e energia chamada Hard Rock.

No ar, a mais nova coleção exclusiva Santo Rock: Hard Rock Attack!

É claro que é difícil escolher só algumas entre as tantas bandas incríveis que povoaram aquela época. São artistas que transformaram o mundo, donos de um legado que ainda ecoa em nossos maltratados fones de ouvido, diariamente.

Alguns já começaram grandes, como o Whitesnake. Um álbum solo de David Coverdale, recém-saído do Deep Purple, que se tornou uma das bandas mais bem sucedidas da história. Mas não foi só isso. 

O Whitesnake veio provar que é possível sim ser romântico no Rock pesado sem perder a pose, sem “se vender”. O público feminino adorou, o masculino finalmente deu o braço a torcer e hoje temos clássicos como Is this love, Here I go again e Love ain’t no stranger tocando fundo a alma atormentada dos apaixonados (não me olhe torto, você sabe que é verdade!).

Não demorou pra que as lições de Coverdale atravessassem o Atlântico, de Londres direto pra New Jersey, onde encontrou nos caras do Bon Jovi uma nova geração pra se estabelecer na América. Foi nas vozes de Jon Bon Jovi e Richie Sambora que o Hard Rock teve seu momento mais pop.

Alguns podem torcer o nariz quanto a isso, mas precisamos de uma vez por todas enterrar o medo de sermos populares. Não sei quem teve a maldita ideia de associar o popular ao medíocre, mas posso garantir: não são sinônimos.

Esses caras são a prova viva disso.

O Bon Jovi foi responsável por trazer muita garotada desgarrada de volta pro Rock (me incluo nessa!). Não deixe os últimos 15 (fracos) anos de carreira da banda tirar o brilho conquistado do Slippery When Wet de 1986, até o These Days de 1995. Cara, que fase!

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O que ninguém esperava era que, do outro lado do país, mais precisamente em Los Angeles, na costa oeste do EUA, a malícia inconfundível da cidade dos anjos não perdoaria o Hard Rock.

O Guns n Roses rasgou a cartilha e fez do mundo o seu playground. 

Considerada a banda mais perigosa do mundo até o rompimento da formação clássica em 1996-1997, o Guns trouxe uma nova forma de fazer Rock n Roll. O som sujo e melódico de Slash, combinado aos vocais poderosos de Axl Rose possuíam (e ainda possuem) uma identidade absolutamente única.

Mais do que isso: o estilo, a postura e a atitude da banda serviu de inspiração (pro bem e pro mal) pra mais de uma geração. Da mesma forma que no passado todo garoto queria ser um Beatle ou um Rolling Stone, entre 1987 e 1997 era quase impossível encontrar um jovem rocker que não sonhasse ser um Gunner.

Estava aqui ainda caçando algumas filmagens caseiras do show surpresa deles no Troubadour, no último dia 1 de abril. É de encher os olhos de lágrimas! Ainda assim fico apreensivo, na torcida pra que o Axl não surte e dê tempo de incluir o Brasil nessas datas de turnê deles que não páram de surgir.

Ainda temos muito o que falar dessas três bandas incríveis, mas vou deixar as outras histórias pra compartilhar com você nas próximas semanas. Fica ligado, por aqui e em nosso blog. Fica à vontade também pra mandar sua crítica, sugestão, o que for. Esse é um canal sempre aberto, entre a gente e você.

Enquanto isso, clique aqui e corre pro site. Essa coleção tá insana e tenho certeza de que vai ser disputada a tapa até a última peça. Por isso, insisto: não passe vontade, garanta a sua agora. Você sabe onde você está, não sabe?

You’re in the jungle, baby. You’re gonna die!

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Entre seus grandes feitos já enfrentou uma multidão pra ver os Rolling Stones em Copacabana e dirigiu de San Francisco a Los Angeles só pra conferir uma banda cover do Doors no Whiskey a Go Go. Lamenta não ter visto James Brown ao vivo e acredita que os vícios fazem parte das virtudes assim como os venenos dos remédios.

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