Woodstock: 41 imagens que provam que você poderia estar lá!

E aí, rocker, tudo bem?

Há 48 anos, rolava a primeira edição de um dos festivais mais épicos e importantes para o Rock N Roll da história: durante 3 dias de paz e música, o mundo nunca mais seria o mesmo após o lendário Woodstock 69.

E lançamos a PEACE AND MUSIC justamente para homenagear este marco. Você chegou a dar uma olhada nas 3 opções de cor?

Para completar essa homenagem, mergulhamos fundo no acervo do festival e separamos 41 imagens reais e emblemáticas do famoso final de semana de agosto de 1969.

Você sabe que curtimos de verdade viajar pela história do Rock, então dessa vez quero te convidar pra vir comigo. Topa?

Só te peço 1 coisa: permita-se. Você vai ver que essa viagem tem muito mais coisas em comum com a sua vida e com a vida dos seus amigos do que você imagina.

PARTIU!

Amanheceu a sexta-feira – chegou o grande dia da viagem com a galera. Você dá aquela conferida na previsão do tempo e “Putaquepariu!”… é claro que São Pedro tá te perseguindo: tempestades de verão ao longo do final de semana todo. Você pragueja mas no fundo nem liga. Sabe que chuva nunca te impediu de dar risada e tomar cerveja.

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Com menos de 1 hora de estrada vocês se vêem presos em um trânsito monstro. São quilômetros de congestionamento e muita gente já começa a sair dos carros pra matar o tempo ou pra encarar o restante do trajeto a pé mesmo.

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A estrada, normalmente poluída com roncos de motores, é tomada pelo típico falatório da molecada e pelo Rock – seja ele dos rádios dos carros ou dos músicos à paisana entre a multidão.

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A pé mesmo, você segue o fluxo da multidão e imagina estar a caminho do portão principal do evento. Quando se dá conta, mesmo tendo comprado seu ingresso antecipadamente, você está entrando através de uma fenda em uma cerca. Pois é, você se sente trouxa por ter pago (caro) enquanto a galera tá entrando na faixa.

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Já dentro do evento você dá de cara com aquela massa de rockers – tão diferentes e tão iguais a você. Você sente uma ponta de desânimo com toda aquela muvuca. Você pensa no banheiro, na cerveja quente e nas filas. Em eventos muito grandes, você costuma ser meio mala antes de começar a beber.

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Enxergar o palco, à essa altura, é luxo. Você e seus amigos se esgueiram entre a massa até conseguir encontrar um lugar minimamente decente pra ouvir o som. Você não pára de reclamar. Detalhe: você ainda não bebeu.

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Mas aí você começa a prestar atenção no show. No centro do palco está um jovem guitarrista de quem você ouviu falar muito, mas ainda nunca viu ao vivo. Ele está quebrando tudo uma mistura diferente de rock e música latina. Você esboça um sorriso e percebe que está batendo discretamente o pé ao ritmo da música.

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Você se deixa levar pelas ótimas apresentações que estão rolando. Aos poucos começa relaxar e entrar no clima do festival. As horas passam e, sem mais nem menos, você percebe que está cantando feliz e empolgado debaixo de chuva. É claro, você já bebeu um pouco, mas o mais importante é que o mosquitinho dos festivais já te picou. Não tem mais volta.

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Você começa a notar que a galera está realmente tomada por um espírito diferente. Não é só a música, só a chuva ou só a cerveja. Também não é só a droga.

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Tem alguma coisa rolando no ar, e mesmo apesar de ninguém saber onde tudo aquilo vai dar, todo mundo parece empolgado. Você e seus amigos vão na onda, afinal era isso mesmo que vocês queriam a semana toda.

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Como sempre, você se perde de seus amigos. E como sempre, você faz novos amigos completamente malucos, e que sem muito esforço te convencem a embarcar nas maluquices deles.

Esses “desconhecidos” mais parecem amigos de longa data. Não há vaidades ou competição, você simplesmente quer curtir um tempo com essa galera que te faz se sentir vivo e inquieto. Você ama essa sensação.

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Tudo isso te faz muito bem. Você baixa sua guarda, deixa de lado seus medos e inseguranças e permite que os outros se aproximem. Você costuma se dar bem nessas situações – melhor até do que no dia a dia, quando sua cabeça está a mil e a sua felicidade parece não ser prioridade.

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Por mais improvável que seja, você encontra alguém que finalmente parece te entender e te completar.

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Você, aliás, tem certeza de que encontrou o amor da sua vida.

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Juntos, vocês caminham pelo festival cantarolando, dando risada, fazendo mais amizades e…bem…errr… contando moedinhas.

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Vocês contam muitas moedinhas. Vocês perdem até a conta. Perdem também a vergonha e a noção. Vocês acabam indo parar em lugares estranhos que parecem nem mesmo fazer parte dessa dimensão.

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“Cara, essas moedinhas eram boas!”

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Você olha ao seu redor e vê que tem muita coisa esquisita acontecendo ao mesmo tempo.

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Muito esquisita.

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Além do mais, tem gente começando a fazer besteira. Você reconhece aquele seu amigo (que já tinha queimado a largada) fazendo uma verdadeira performance mortal diante de uma multidão que só consegue aplaudir e incentivar cada insanidade que ele se dispõe a fazer.

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Você se dá conta que até mesmo o seu novo amor-da-sua-vida parece ter encontrado algo mais interessante do que a sua companhia depois de contar tantas moedinhas.

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Sério e preocupado, você para e tenta se recompor. A situação é crítica, exige seriedade. “Cara, que puta fome! Preciso achar comida!”.

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Depois de muito andar (meio perdido, é verdade), você chega às barracas de comida.

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E percebe que só restou a raspa do tacho. As barracas mais respeitáveis não sobreviveram àquela horda de rockers esfomeados.

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Quando você está quase dando-se por vencido e conformado a definhar até a morte ali mesmo, encontra uma galera fazendo justiça com as próprias mãos e distribuindo a pouca comida que encontraram in natura espalhada pelo festival. É a sua salvação.

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Diante do racionamento de comida, das filas homéricas, dos poucos médicos e da loucura generalizada, você finalmente se dá conta de que além de você, o próprio evento está totalmente fora de controle. Você chega a temer uma tragédia.

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Você avista de longe, calmos e felizes, os proprietários do espaço. Eles parecem ser pessoas legais e você fica se perguntando se eles sabem o que está acontecendo lá no meio da muvuca. Você pensa em alertá-los, mas rapidamente percebe que você não tem condição alguma de levar um papo sério naquele momento.

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Sozinho, você começa a reparar melhor em alguns pequenos detalhes da platéia. Apesar de tudo o que você ja viu, você não se lembra de ter estado em um lugar tão pacífico e tão tolerante. São inúmeras famílias com crianças, espalhadas pelos gramados mais afastados dos palcos. Você se sente bem ali, parece estar em um grande churrasco de família.

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Você até pensa que o mundo ser um lugar melhor se mais crianças fossem criadas como aquelas, cercadas de amor, exercendo a tolerância e celebrando a música desde pequenas. Seu coração volta a se esquentar. Não há mais nada a temer.

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E aí, sua atenção é atraída para o palco. Há ali uma figura iluminada, compartilhando sua voz, seu dom e sua paixão com você e com aquela multidão. Aquela mulher tem algo de sobrenatural. Você se sente grato por estar ali, sendo tocado por aquela energia mágica.

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E de repente tudo faz sentido. A mágica não está na música. A mágica não está no lugar. A mágica não está nas pessoas. A mágica está no amor que envolve tudo isso durante aquele final de semana.

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Amor em seu sentido mais puro e amplo.35

E você percebe que é justamente por causa do amor pela música, do amor pelas pessoas e por aquele momento que mesmo com tanto perrengue, você e toda aquela multidão continuam se divertindo.

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Não há cansaço capaz de mandá-los pra casa.

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Você passa a ter certeza que vocês irão permanecer ali até o final. Até o último acorde. Até a última risada. Até o último beijo.

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Apesar de tudo, você acredita em finais felizes. Você acredita que o melhor está sempre reservado para o final e isso guia a maneira como você encara o mundo e a sua vida. Os shows estão atrasados, o festival invadiu a segunda-feira e você deveria estar indo para a faculdade ou para o trabalho. Mas não. Você ainda está lá porque o seu prêmio te aguarda, você tem certeza disso.

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E você está certo. Sua intuição não te trai. O amor recompensa. Você assiste a história sendo escrita bem diante dos seus olhos. Você é uma testemunha.

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Mais do que isso, você é um personagem, você faz parte desse capítulo e esse é o seu grande prêmio final.

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E mesmo sabendo do caminho árduo que vocês tem pela frente para voltar para a casa…

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…você e seus amigos estão felizes pra caralho. Vocês tem certeza de que aquele final de semana entrou pra história. Vocês não sabem se os livros de história ou os documentários de Rock irão falar daquele final de semana, mas vocês sabem que ele entrou para a história de vocês. Vocês sabem que saíram mais unidos e mais esperançosos com vocês mesmos e com o mundo. E nada vale mais do que isso.
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Você já esteve nesse lugar. Você já sentiu isso. Permita-se viver o Woodstock quantas vezes forem possíveis, rocker. Ele está dentro de nós, só esperando uma chance de se manifestar.

Pelas minhas contas, eu já estive em 13 Woodstocks. E você, rocker?

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Rocker e Sócio-Fundador. Obcecado por Rock n Roll, fanático por literatura contemporânea e ferrenho defensor da cultura digital, encontrou na Santo Rock seu canal de conexão com o mundo, vivendo suas crenças, expondo suas ideias e trocando experiências com a comunidade rockeira.

17 Comments Join the Conversation →

  1. Carlos Alberto peletti

    Rock roll ….para sempre. .. paz ..amor ..bondade …vida….
    .

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    1. Roberta Pacheco

      Muito bom!! uhuuuuu!!!

      Reply (in reply to Carlos Alberto peletti)
  2. Karina lopes

    Boa tarde, nasci em 80 … MAS ENTRARIA EM UMA MAQUINA DO TEMPO SÓ PARA SENTIR O WOODSTOCK .
    Adorei !

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  3. Pablo

    Olá galera do Santo Rock!! Cara muito hilááário essa matéria que vcs fizeram, já participei de vários festivais mas o Woodstock infelizmente nao tive a oportunidade de ir , mas lendo e vendo essas fotos é como se estivessemos por lá kkkkkk obg msm por me incluir nos emails de vcs e espero que nao parem com essas matérias que nos deixam sempre antenados ao mundo do rock roll………abs pra tds!!!

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    1. Adriana Soares

      Nossa viagei me vi lá na Woodstock participei de cada foto que vi o rock é pra sempre tá no sangue

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  4. Cláudia Cristina de souza

    Amei!!!! Sou muito fã do Woodstock !!!! Show

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  5. claudio moraes

    Artigo do cacete…. fodão, lindo. Parabéns é pouco pelo trabalho. Grato a vocês que me proporcionaram reviver essa emoção.
    Claudio Tatera

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    1. Cristiane

      Lindoooooo!!!!!!!!! Se passam as décadas mas é como um marco na vida de quem é feito de música!!!!!

      Reply (in reply to claudio moraes)
  6. Marcelo Silveira Lopes

    Maravilhoso post, maravilhosas fotos!!!

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  7. Guilherme

    Nossa, nem sei o que dizer desta matéria… Mas parabéns, ficou fenomenal, me arrepiou de verdade. Gostaria de ter nascido alguns anos antes e ter participado desse dia festival histórico.

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  8. Luis Gustavo Nardy

    Eu devo ter morrido de overdose no woodstock,me é familiar demais tudo que é relacionado ao festival, estive ano passado no psicodália e gostei muito. Show as fotos, show as descrições , o que é bom assim não deveria acabar.

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  9. Hudson

    Lindo !!!!!!!!!!!!

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  10. Roberto

    Tenho 62 anos, nunca vi festival igual, ele marcou gerações com o propósito elementar que era a paz. Não compreendo porque a humanidade desvirtuou esse preceito.

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  11. joao zaia

    …e eu tinha 5 anos e meu pai me deu um vinil da janis e outro do hendrix……..sempre paz amor luz melodias vida…….quietude e movimento……..amei…obrigado santo rock

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  12. Luiggi Sanca

    Muito bom mesmo!!!!

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  13. Alviney

    Cara, verdadeira viagem! Li, vi e revi todas as imagens e quase deu para sentir os acordes do Jimi Hendrix e as possantes vozes da Janis e do Joe Cocker. Deu para me sentir verdadeiramente anestesiado pelo ritmo sonoro mais legal da história da humanidade: o rock and roll. Parabéns a vocês do Santo Rock pela iniciativa. Me sinto orgulhoso por estar na companhia de vocês!

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  14. Lucy

    Simplesmente demaisssss.. PARABÉNS pela materia

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