Rock Shots: Você sabe qual a ligação entre o Live Aid ’85, Pink Floyd e Red Hot Chili Peppers?

E aí, rocker! Tudo bem?

Uma das brincadeiras mais tradicionais do nosso happy-hour consiste em desvendar ligações entre bandas, músicas, discos, eventos, cidades… enfim, curiosidades das mais diversas que, aparentemente, não possuem relação alguma.

Por exemplo: se alguém conta uma história incrível sobre como o Foo Fighters gravou um EP em um pequeno hotel em Austin, o próximo a falar tem que contar uma história ainda mais incrível sobre como Austin criou um dos festivais musicais-criativos mais influentes do mundo e sobre ótimas bandas que lá surgiram como a brasileira Far From Alaska… e por aí vai.

Quem não conseguir fazer uma associação, ou forçar demais a barra, toma um shot (de qualquer coisa com alta concentração de álcool disponível nas redondezas).

Resolvemos registrar algumas dessas ligações e transformá-las em uma série especial batizada Rock Shots. De quebra, escondemos algumas ofertas e condições especiais ao longo das histórias. Louco né? Se liga só!

No dia 13 de julho de 1985 aconteceu um dos maiores eventos musicais de todos os tempos, realizado em prol do combate à fome na Etiópia: a primeira edição do lendário Live Aid.

O momento final Live Aid '85 e a reunião de artistas que se apresentaram no dia
O momento final Live Aid ’85 e a reunião de artistas que se apresentaram no dia

Estima-se a presença de mais de 82 mil pessoas no Wembley Stadium, em Londres. Alguns artistas apresentaram-se também em Sydney, Moscou e Japão.

Cerca de 99 mil pessoas compareceram ao JFK Stadium, na Filadélfia, e mais de 1,5 bilhão de espectadores assistiram ao evento pela TV em mais de 100 países.

duplaAlém do seu tamanho, o Live Aid tornou-se uma lenda por proporcionar reuniões inimagináveis entre gigantes do rock. Logo de cara, o evento foi responsável por trazer de volta aos palcos “só” o Led Zeppelin – que não tocava desde a morte do baterista John ‘Bonzo’ Bonham (em dezembro de 1980).

Robert Plant, à esquerda, e o guitarrista Jimmy Page transbordando energia durante a apresentação no Wembley Stadium para o Live Aid’ 85
Robert Plant, à esquerda, e o guitarrista Jimmy Page transbordando energia durante a apresentação no Wembley Stadium para o Live Aid’ 85

Acha que parou por aí? De quebra trouxe também o The Who, que já estava há 3 anos sem se apresentar por razões pessoais do guitarrista Pete Townshend, que se dizia (nas palavras do próprio) “incapaz de compôr qualquer coisa à altura (do Who)”.
Dá pra acreditar?

Roger Daltrey (à esquerda) e o guitarrista Pete Towshed, mostrando QUEM é que sabe fazer rock de verdade para todas as gerações de rockers
Roger Daltrey (à esquerda) e o guitarrista Pete Towshed, mostrando QUEM é que sabe fazer rock de verdade para todas as gerações de rockers

Como não se emocionar com Stairway to Heaven do Led Zeppelin sendo tocada ao vivo depois de tantos anos ou se entregar à fúria sentimental de Love Reign O’er Me, do Who? Não é à toa que o dia 13 de Julho entrou para a história e acabou acolhendo a comemoração do Dia Mundial do Rock.

Em 2005, o Live Aid foi ainda além, fazendo acontecer o impossível: o evento proporcionou a primeira e única reunião do Pink Floyd em sua formação clássica com Roger Waters no baixo após 24 anos. Os caras não precisaram de mais do que 50 minutos para fazer uma apresentação histórica!

Da esquerda para a direita, o Pink Floyd por um dia: David Gilmour, Roger Waters, Nick Manson e Richard Wright ao final de uma apresentação única
Da esquerda para a direita, o Pink Floyd por um dia: David Gilmour, Roger Waters, Nick Manson e Richard Wright ao final de uma apresentação única

Um setlist de apenas cinco músicas, mas com muita intensidade. Pra você ter noção, abriram com Breath do The Dark Side of the Moon (1973), já emendando Money, do mesmo álbum. Imagina só a galera lá no dia, arrepiando com o som das moedinhas e da caixa registradora que antecede à canção!

Incrível como o Dark Side of The Moon nos trouxe tantos clássicos. Uma verdadeira obra-prima do Pink Floyd que foi concebida com carinho e atenção aos mínimos detalhes. Os caras pensaram em tudo. A começar pela escolha do estúdio: o famoso Abbey Road!

Isso mesmo, o Dark Side também foi gravado naquele estúdio eternizado pelos Beatles. Um álbum tão ambicioso precisava dos recursos certos. E, se os Beatles gravaram lá, o que você imagina? Devia ter mesa de som que passava até café e dava “bom dia!”.

Os membros do Pink Floyd em estúdio durante as gravações do The Dark Side Of The Moon
Os membros do Pink Floyd em estúdio durante as gravações do The Dark Side Of The Moon

O que muita gente não sabe é que Beatles e Pink Floyd são apenas alguns dos gigantes que já pisaram no Abbey Road Studios.

Mas quando você descobre que até uma galera mais pirada e chegada num funk-rock-peladão, como os caras do Red Hot Chili Peppers, já passaram por lá, você começa a se convencer de que o lugar é realmente um templo sagrado.

Os integrantes do Red Hot, na época (da esquerda pra direita): Hillel Slovak, Anthony Kieds, Flea e Cliff Martinez reproduzindo a capa de Abbey Road, dos Beatles, ao melhor estilo Chili Peppers
Os integrantes do Red Hot, na época (da esquerda pra direita): Hillel Slovak, Anthony Kieds, Flea e Cliff Martinez reproduzindo a capa de Abbey Road, dos Beatles, ao melhor estilo Chili Peppers

Em 1988, a base de fãs dos Chili Peppers estava bem consolidada nos EUA, então eles foram para o Reino Unido na expectativa de impulsionar a imagem da banda e somar novos fãs na Europa. Além de uma pequena tour, os caras aproveitaram para passar uns dias gravando no Abbey Road, onde nasceu uma versão mais apimentada de “Fire”, de Jimi Hendrix.

Foi em meio a essa viagem insana que alguém sugeriu que eles atravessassem a rua mais famosa do mundo, a própria Abbey Road, imitando a icônica foto dos Beatles com apenas uma pequena diferença: que eles o fizessem vestindo apenas uma meia em suas “pimentas”. Daí surgiu a capa legal pra caralho do último EP gravado com o guitarrista Hillel Slovak.

(Da esquerda pra direita em linhas): a faixada do Abbey Road Studios, os piradões do Red Hot Chili Peppers, os garotos de Liverpool - The Beatles - e David Gilmour em sessões de gravação no Abbey Road.
(Da esquerda pra direita em linhas): a faixada do Abbey Road Studios, os piradões do Red Hot Chili Peppers, os garotos de Liverpool – The Beatles – e David Gilmour em sessões de gravação no Abbey Road.

E agora, rocker? Como você continuaria essa história? Escreve pra gente e conta.

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Rocker e Sócio-Fundador. Obcecado por Rock n Roll, fanático por literatura contemporânea e ferrenho defensor da cultura digital, encontrou na Santo Rock seu canal de conexão com o mundo, vivendo suas crenças, expondo suas ideias e trocando experiências com a comunidade rockeira.

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