7 momentos em que o Rock fez milagres

E aí, rocker! Tudo certo?

Segunda semana de Rock is my Religion e a gente preparou uma lista com milagres na história do Rock que comprovam por que nossos ídolos merecem ocupar o lugar de verdadeiros deuses do Rock n Roll.

Mas antes, só uma breve contextualizada:

Milagre é um acontecimento extraordinário, que não possui uma explicação científica concisa que resuma o fato em uma verdade absoluta. Pelo menos não até onde a ciência chegou.

Quando se trata de milagres, regras não se aplicam!

Água vira vinho, seres renascem das cinzas e está tudo certo assim como dois mais dois são cinco.

Agora, sim. A santa lista de milagres:

 

1. Tony Iommi renasce na guitarra após acidente que quase pôs fim à sua carreira

Pense naquilo que você mais ama fazer sendo tirado de você. Foi esse o sentimento que Tony Iommi deve ter sentido quando sofreu o acidente de trabalho que decepou parte de seus dedos e ameaçou o fim precoce da carreira do ainda jovem guitarrista, que tinha apenas 17 anos na ocasião.

Os médicos diziam para ele desistir e arrumar um outro emprego. Por outro lado, seu ex-chefe lhe apresentou o guitarrista de gypsy jazz, Django Reinhardt, que tocava apenas com dois dedos por conta de uma paralisia e isso instigou Iommi.

Então ele derreteu garrafas de detergente e modelou suas novas pontas de dedo improvisadas para que pudesse insistir no instrumento. A nova pegada do guitarrista do Sabbath elevou o conceito sobre tocar guitarra e hoje Iommi é indiscutivelmente um dos maiores deuses do Rock N Roll.

Já pensou se Iommi tivesse desistido? Você não teria a oportunidade de vê-lo ao vivo com Ozzy e Geezer nos shows do Black Sabbath nos meses de novembro (Curitiba), dezembro (São Paulo) e janeiro (Rio de Janeiro). Isso seria uma tragédia. Mas ao contrário, isso é o milagre da cura!

 

2. “É incrível!” – Steven Tyler e a luta contra a dependência química

O Aerosmith está na ativa desde os anos 70 e são conhecidos como os “The Bad Boys from Boston”. Nessas quase quatro décadas de vida, pode-se dizer que a juventude da banda foi de rock n roll no modo hard para o vocalista Steven Tyler – que estará de volta ao Brasil em outubro para três shows com a banda (em Porto Alegre, São Paulo e Recife).

No final dos anos 70, o Aerosmith era tão grande quanto o Led Zeppelin e os Rolling Stones, mas vivia um momento de declínio em queda livre. Turnês, gravações e o convívio em grupo estavam começando a ser atrapalhados pelo uso de drogas. Tyler e Perry (guitarrista) eram chamados de “Toxic Twins” (“Gêmeos Tóxicos”, em tradução livre).

Somente em 1986, após diversas reviravoltas – como Tyler e Perry saindo na mão nos bastidores do festival World Series of Rock (1979), um acidente de moto que deixou Steven Tyler hospitalizado e doses cavalares de heroína – o vocalista foi convencido a se internar em uma clínica de reabilitação para dependentes químicos.

Em 2014, o Aerosmith tocou no Rio de Janeiro. Steven foi a uma reunião de Alcoólicos Anônimos antes da apresentação. No ano passado, o vocalista visitou uma das clínicas por onde passou durante o tratamento e tocou as canções Amazing e Dream On. Amazing fala justamente sobre os problemas de Steven Tyler com as drogas e a crise com o Aerosmith, e há anos não é tocada pela banda. Dá pra sentir a emoção com que Steven Tyler interpreta a canção nessa apresentação. Se liga:

 

3. A cura de Flea durante as gravações do The Getaway

O baixista (escolha um ou mais adjetivos: “talentosíssimo”, “hiperativo”, “frito”, “insano”…) dos Chili Peppers, Michael Peter Balzary – nosso eterno Flea, sofreu um acidente de snowboard e quebrou o braço EM CINCO LUGARES. “Grandes pedaços de ossos foram arrancados”, contou o próprio Flea, que, além de ter se submetido a horas dolorosas de fisioterapia, disse ter precisado reaprender a tocar baixo para as sessões de gravação do The Getaway.

Flea conseguiu concluir as gravações a tempo, passa bem e já está inclusive fazendo shows ao lado de seus companheiros de banda. Isso além de manter a performance cheia de energia e saltitante como uma pulga alucinada. Esse é o milagre da cura.

https://www.youtube.com/watch?v=j_zpqN-puWQ

 

4. Limitações são apenas desculpas para os deuses

Rick Allen, o baterista do Def Leppard, perdeu o braço esquerdo em um acidente de carro, mas não parou de tocar por conta disso.

Os integrantes da banda o apoiaram a continuar e seguiram fazendo shows com Rick, que reaprendeu a tocar e segue até hoje como baterista oficial da banda.

Isso é muita moral! Isso é atitude e espírito Rock N Roll de verdade! Isso é o milagre da ressurreição, fellas!

 

5. Os garotos de Liverpool vencem o “até que a morte os separe” para gravar inédita dos Beatles

Em 1977, John Lennon compôs e registrou uma canção gravada apenas a voz e piano por ele.

Em 1994 (quatorze anos após a morte de Lennon), Paul, George e Ringo se reencontraram e terminaram a canção que viria ser a última dos Beatles. A belíssima Free As A Bird ganhou o Grammy Award de Melhor Performance Pop por um Duo ou Grupo com Vocais em 1997. Esse é o milagre da ressurreição!

 

6. Meditando – O incrível show pra ninguém do Pink Floyd

Um dos shows mais icônicos de uma das bandas mais importantes do rock foi o famoso Live At Pompeii, do Pink Floyd – uma apresentação intensa, experimental, inovadora e… pra ninguém! Isso mesmo.

Por que isso é um milagre? Porque além de ser um show pra ninguém que atingiu milhares de fãs ao redor do mundo, foi um show nas proximidades do Vesúvio, o vulcão que entrou em erupção e matou 16 mil habitantes de Pompéia no século I, deixando a cidade soterrada. Esses ingleses [xaropes] ainda caminharam pelas proximidades do vulcão. Sei lá… poucos teriam coragem de fazer um show num lugar que já choveu fogo, saca? Pois bem. É por isso que eles são o Pink Floyd e é por isso que eles são deuses. Esse é o milagre do impossível!

https://www.youtube.com/watch?v=dOwroLGc5r4&feature=youtu.be

 

7. Vozes do blues jamais se calam e James Cotton é uma prova disso

No meio da década de 90, James Cotton lutou contra um câncer na garganta. A doença lhe tirou a voz, mas não o calou. Sua última gravação vocal foi nos anos 2000 em “Fire Down Under the Hill”, mas ele continuou fazendo turnês, tocando gaita e utilizando cantores ou os membros da sua banda como vocalista. Esse é o milagre da ressurreição!

 

A devoção à arte somada ao espírito Rock N Roll não pode ser explicada por uma simples equação. Não há lógica que limite as possibilidades infinitas para aqueles que se entregam à fé e realizam milagres. É assim que surgem deuses do rock, livres para criar, destruir e recriar, espontaneamente impressionantes e desafiadores. E nós, enquanto ídolos, enquanto discípulos, adotando o amor ao Rock como nossa fé única e o Rock como religião!

Assim batizamos nossa nova coleção de inverno: Rock is my Religion. Essa é apenas uma homenagem a esse estilo de vida que nos define enquanto únicos e sem distinções. Unidos pelo amor ao Rock N Roll e livres em nossas escolhas.

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Tamo junto, rocker!

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A equipe Santo Rock é composta por pessoas apaixonadas pelos valores e ideais da cultura Rock n Roll. São rockers que, movidos por uma paixão incondicional, acreditam que o Rock n Roll é uma das manifestações artísticas e culturais mais poderosas que existe, uma força visceral capaz de transformar vidas e mundos.

3 Comments Join the Conversation →

  1. Tiago Campagnoli

    Primeiramente queria agradece – los por essas histórias extraordinárias que só o nosso bom e velho rock´n roll nos prestigiam e o que dizer desse editorial dos Milagres, puta que pariu que fora de séries esses caras, já conheciam algumas e outras descobri agora lendo essa matéria.
    Muito obrigado por me deixar arrepiado e acreditar que só o rock para proporcionar tais sentimentos inexplicáveis, valeu rockers.

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  2. Michel

    Cara, simplesmente demais essas histórias. Esse show do Pink quando descobri eu pirei, foi aí que ouvi a SAUCERFUL OF SECRETS e ai fiquei enlouquecido. Simplesmente demais. Parabens e muito obrigado por compartilhar todas as historias conosco!! It’s rockc and rock is my religion!! \m/

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  3. Rosana

    Milagre mais impossível ainda foi
    David Gilmour (a voz e a guitarra do
    Pink Floyd), retornar a Pompéia no
    fds passado (01/07/16) e
    fazer um dos melhores shows da tounê
    Rattle that Lock !!!

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