66 imagens que provam que os deuses caminharam entre nós


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E aí, rocker, tudo bem?

Há algumas semanas temos provado como o Rock é a nossa religião, então nada mais justo que reservarmos um espaço para descobrir um pouco mais a respeito de alguns dos nossos deuses. No lançamento da nova linha Santo Rock Limited Edition que realizamos ontem, homenageamos 6 deuses supremos do Rock: Keith Richards, Kurt Cobain, Jim Morrison, Lemmy, David Bowie e John Lennon.

Hoje, separamos 66 imagens que retratam esses deuses do Rock durante sua breve passagem pela Terra (fica esperto que tem um deles que está entre nós).

Antes de embarcarmos nessa investigação, quero te propor uma coisa. Separei abaixo 6 músicas, uma de cada um dos deuses que vamos espiar. Que tal botar o fone de ouvido e dedicar uns minutos para olhar com calma cada um desses registros tão únicos.

A playlist está na mesma ordem em que as fotos dos deuses aparecerão na sua tela, então tente seguir a sequência tranquilamente, aproveitando a trilha sonora. Repare nos olhares, nas mãos, nos cabelos, nos detalhes ao redor. Tudo expressa o divino e o mundano em proporções perfeitas e eternas.

Dá o play e vamos nessa.

Keith Richards, o deus-invencível

Nossos primeiros flagras dão conta exatamente deste deus que ainda se faz presente entre nós. Keith Richards, o invencível e imortal, caminha pelo seu rebanho há quase 73 anos com a missão de pregar que o ser humano deve se deixar fundir com a música, e que a partir desse momento o mundo passa a ser muito mais rico e colorido.

Destaco ainda o estilo de vida que esse deus tem nos proposto durante todo esse tempo. Chamo carinhosamente de Rocke Diem, uma releitura mais barulhenta e encrenqueira do famoso carpe diem, do romano Horácio.

Ele busca no blues, a pedra fundamental do Rock, e ajuda a construir os alicerces da nossa cultura e do nosso estilo de vida. Sua obra ainda não está pronta, e ele segue firme, adiando o sétimo dia em que finalmente poderá descansar.

Keith Richards durante as gravações de uma das maiores obras de arte dos Stones: “Exile On Main Street” (1972), em Los Angeles.

Ele nos mostra que a música não tem cor, mesmo em tempos em que isso parecia impossível.

Keith Richards rindo com Chuck Berry (à direita) no “New York’s Studio 54”, em 28 de fevereiro de 1980.

Ele nos convida a viver o amor fraternal que pode revolucionar a arte, o mundo.

Keith Richards e Mick Jagger – por Mario Testino – Los Angeles , 2003.
“O Incrível Keith” – por Ethan Russell, 1972
“The Orchid Keef” – por Meredith Blake

Ele nos incita o exagero, a celebração extrema como forma de eternizar momentos especiais.

Ele nos inspira a acreditar e aplaudir personagens que só pareciam possíveis na fantasia.

Keith Richards visto aqui atuando ao lado de Johnny Depp em Piratas do Caribe, de 2007

Ele nos prova, insistentemente, que ser imortal é uma escolha diária que está ao alcance de todos. Basta querer.

por Michael Coopert Joshua – Tree National Park, 1968.
Keith vibrando durante show com os Stones no Glastonbury Festival 2013
por Mark Seliger

Bendito seja Keith Richards. Ele está no meio de nós.

Sua vida nos grita: “Faça com que eles sintam sua falta.”

Keith, fotografado no Sun Studios em New York. por Peter Lindbergh, o fotógrafo dos Stones.

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Jim Morrison, o deus-misterioso

De Richard, passamos a Morrison. Dividiram a Terra por alguns poucos anos, mas a missão do misterioso poeta boêmio Jim Morrison era mais curta – mas não menos intensa.

Durante sua breve passagem por este mundo, pregou a seus fiéis a mudança na sua forma de perceber o mundo, o culto ao espírito jovem e selvagem dentro de cada um e, principalmente, o uso das palavras cantadas como poderosas armas de expressão para a alma.

Ele, intencionalmente, ajudou a definir o que esperar de uma banda de Rock. Ele subiu nossa barra, e todos que o sucederam tiveram de viver com a sombra de tentar superá-lo.

Ele incendiou os brios da juventude e questionou quem ditava as regras a respeito do que ser, fazer e falar.

Morrison (tradicionalmente) instigando a plateia durante apresentação com o Doors
Jim Morrison confrontando policial durante show, minutos antes de ser preso no palco, em 1967.
Jim Morrison deitado no palco durante show do Doors em Frankfurt (Alemanha), em setembro de 1968.

Ele viveu o amor terreno e nos alertou sobre os prazeres e perigos do exílio emocional.

Jim Morrison e Pamela Courson por Edmund Teske – em Bronson Caves, Hollywood Hills, California, 1969.
O ensaio de Jim e Pam nas Bronson Caves aconteceu em 30 de março de 1969. por Edmund Teske
Jim e Pam passaram longos anos juntos. Algumas das canções do The Doors são de Jim para Pam, como Lovely Street.

Ele se faz vivo através da arte e da devoção de seus seguidores. Se faz presente através de sua música e de sua poesia.

Túmulo de Jim Morrison no cemitério Pere Lachaise, em Paris
O mural de Jim Morrison pintado em 1991 pelo artista Rip Cronk, na avenida Speedway, em Venice Beach.

Bendito seja Jim Morrison. Ele está no meio de nós.

Sua vida nos grita: “Faça com que eles sintam sua falta.”

Young Lion, por Joel Brodsky.

MORRISON


Kurt Cobain, o deus-incandescente

Desembarcamos agora em outro deus que nos brindou com uma passagem breve e intensa.

Kurt Cobain, a chama incandescente do grunge, desceu até nós na pele da típica criança problemática e complexa. Transformou seus problemas em sermões e discursos viscerais, onde a raiva, a dor e a euforia contagiavam toda uma geração de adolescentes.

Perseguiu a vida simples, mesmo tendo sido enganado pelas linhas tortas que ele mesmo escreveu. Pregava valores com a empatia e o amor às minorias de todos os tipos.

Ele multiplicou as ideias, sonhos e medos dos esquisitos e rejeitados, e os fez chegar a milhões ao redor do mundo.

Krist Novoselic, Kurt Cobain e Dave Grohl durante as sessões de gravação do videoclipe “Smells Like A Teen Spirit”
Kurt Cobain meses antes de falecer, em novembro de 1993. por Jesse Frohman.

Ele nos mostrou que a música não precisa ser difícil para tratar das dores da alma.

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Ele nos ensinou que 4 acordes são suficientes, desde que venham de dentro, que se conectem verdadeiramente com a sua vida.

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Ele experimentou o amor brutal, e por vezes tóxico, da família.

Momento família. Ou quase: Kurt Cobain, Courtney Love e a filha Frances Bean no MTV Awards 1993
Frances Bean e o papai Kurt Cobain

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Ele percorreu os caminhos traiçoeiros que a fama e a adoração cega nos reservam. Foi santificado e crucificado pelo mesmo grupo que cobrava o dízimo para suas missas.

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Kurt na turnê do álbum In Utero (1993). Essa foto tornou-se icônica por fundir as asas de um boneco cenográfico à sua própria figura.
Kurt Cobain no Coliseu de Roma (Itália), em 1989.

Ele ascendeu aos céus sem maiores explicações, levando consigo um caminhão de angústia do mundo. Por engano, talvez, também tenha nos levado um pouco da esperança.

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Bendito seja Kurt Cobain. Ele está no meio de nós.

Sua vida nos grita: “Faça com que eles sintam sua falta.”

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David Bowie, o deus-camaleão

E que tal emendar dando uma olhada no que o inesquecível camaleão, David Bowie, nos deixou ao longo dos 69 anos que esteve conosco?

Ele dedicou sua vida a peregrinação e propagação de ideias a respeito da diversidade de gêneros, raças e orientação sexual. Propôs a fusão da carne com a arte, e enalteceu que a vida de nada vale se não for pautada pela livre e criativa expressão.

Ele nos motivou ao mostrar que o Rock não termina em si mesmo, que ele pode ser começo, meio e fim.

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Ele nos inspirou a criar e viver personagens que relevam nossas mais obscuras facetas, sepultando o medo do estranho e do esquisito.

Bowie pelo fotógrafo japonês Masayoshi Sukita, autor dos ensaios fotográficos mais famosos da Era “The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars”.
David Bowie “dentando” a guitarra de Mick Ronson. Nas trocas de figurino de Bowie durante os shows, Mick ficava encarregado de preencher o vazio com solos incríveis que o consagraram como um dos maiores guitarristas de todos os tempos.
As Aranhas de Marte (“Spiders from Mars”), formação icônica de uma das tantas fases do camaleão do rock.

Ele caminhou de mãos dadas com uma infinidade de outros deuses, carregando a bandeira da liberdade em uma mão e a da libertinagem na outra.

Keith Richards, Tina Turner e David Bowie – por Bob Gruen, 1983

Ele fez seu próprio templo a dois, quando sua alma já pedia um pouco mais de paz.

David Bowie e a esposa Iman, com quem o músico era casado e tinha uma filha.
David Bowie em seu traje de vinil criado por Yamamoto Kansai para a turnê “Al add in Sane” (“All add in” é um jogo de palavras para “Aladdin”), de 1973. Foto por Masayoshi Sukita.

Ele, acima de tudo, dedicou sua vida ao Rock, à Música, à Arte. Mais do que isso, se transformou em Arte para dessa forma viver eternamente entre nós.

Bowie enterrado até o pescoço nos bastidores do filme “Merry Christmas, Mr. Lawrence”, de 1983.
O personagem Thomas Jerome Newton, interpretado por Bowie no filme britânico de Nic Roeg, “The Man Who Fell to Earth” (O homem que caiu na Terra), de 1976.
Aqui, outra cena de “The Man Who Fell to Earth” (1976).

Bendito seja David Bowie. Ele está no meio de nós.

Sua vida nos grita: “Faça com que eles sintam sua falta.”

Ilustração hiper-realista de David Bowie pelo artista Solyi Kim.

BOWIE


Lemmy Kilmister, o deus-padrinho

Aumentando um pouco os graves e pisando no pedal de distorção, conseguimos ouvir com mais clareza as marcas que Lemmy, o grande padrinho do Rock, nos deixou.

Na sua intensa e enérgica jornada por aqui, este deus nos submeteu a doses cavalares de sinceridade, garra e de muito rocke diem (se Keith foi um dos criadores, com certeza Lemmy o elevou a outro nível).

Ele nos ensinou a encarar a vida somente como a vida, nada mais do que a vida. Nos instigou a encará-la de frente, não importa quantas vezes fomos derrubados. Se não existir oportunidade, é trabalho nosso fazê-la aparecer e aproveitá-la.

Lemmy Kilmister (e seus mamilos polêmicos) no The Rainbow Bar and Grill – o local favorito do deus em seus dias na Terra, situado em Los Angeles. Foto por Eamonn McCabe (2004).
O deus Lemmy nos primórdios de carreira, ainda com a banda Hawkwind. Não se deixe enganar pela elegância da gola rolê e os cabelos sedosos. Já nessa fase, a Hawkwind conquistava o posto de banda com os maiores excessos ao estilo “Sexo, Drogas e Rock n’ Roll” que este mundo já viu.
Lemmy e seu famoso baixo Rickenbacker Lemmy Kilmister Signature 4004LK, mais conhecido como o “Rickenbastard”.

Ele nos estimulou a nunca deixar que a a obstinação e sede de vitória tomem conta de nós. Há vida também no descaso, no deboche e no exagero.

Lemmy Kilmister para Papa!
Nancy Spungen, Sid Vicious (SEX Pistols) e Lemmy Kilmister. Foto rara por Bob Gruen.

4084Ele viveu até morrer. E esse ensinamento é tão simples quanto poderoso. Não se entregar, não desistir antes da hora, não deixar de viver antes de morrer.

Foi no The Rainbow Bar and Grill, em Los Angeles, que o deus Lemmy secou algumas centenas de garrafas de seu wihsky favorito.
Lemmy comemorando o aniversário de 35 anos do Motörhead na “casa para cavalheiros” chamada “Stringfellows”, em Londres (Inglaterra), no dia 4 de novembro de 2010.

Ele partiu tranquilo quando os céus o convocaram de volta, porque sabia que sua missão estava completa. Seu rebanho estava formado e seus ensinamentos foram passados até mesmo a gerações de jovens recém-nascidos no Rock.

Fãs prestando homenagem em memória ao ídolo, com assinaturas em um painel gigante fixado no the Rainbow Bar and Grill (Hollywood, California) em 9 de janeiro de 2016.
Lemmy “abençoando” os integrantes do Slipknot durante premiação no Revolver Golden Gods Awards

Bendito seja Lemmy. Ele está no meio de nós.

Sua vida nos grita: “Faça com que eles sintam sua falta.”

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LEMMY


John Lennon, o deus-idealista

Pra fechar esse dossiê dos dias em que deuses caminhavam pela Terra, temos reservadas 11 imagens de John Lennon, o ácido-ativista, que transbordou da seita beatlemaníaca direto para os movimentos sociais mais importantes do século XX.

Lennon foi o deus do amor e da paz. Foi o deus que percebeu que o há de podre no mundo só pode ser eliminado se usarmos e propagarmos o que há de bom.

Ele nos inspirou a viver nossos sonhos mais infantis e inocentes.

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Ele deu as mãos a outros deuses e proporcionou fenômenos artísticos sobrenaturais capazes de iluminar a profundeza de nossas almas.

John e Paul nas sessões fotográficas para a capa do famoso Abbey Road, de 1969.
Lennon mandando um miojinho e conversando com Mick Jagger nos bastidores do Rock n’ Roll Circus
Dirty Mac, uma formação exclusiva para o Rock N Roll Circus, com Lennon nos vocais, Keith Richards no baixo, Mitch Mitchell (batera do Hendrix) e ninguém menos que Eric Clapton na guitarra solo fazendo uma versão fervorosa de “Yer Blues” (White Album), dos Beatles.

Ele se entregou ao amor terrestre de corpo e alma, sem armaduras, e viveu de acordo com suas crenças e seus ideais.

Famosa imagem de Yoko Ono e John Lennon, por Annie Leibovitz (1980).

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Ele redefiniu os limites de atuação dos músicos e celebridades e incitou revoluções a partir do seu quarto, crente de que seu convite à jornada de auto-descobrimento e transformação encontraria seguidores ao redor do mundo.

Lenon e Yoko praticando protesto pacífico a quatro paredes intitulado “bed-in” (na cama) contra a Guerra do Vietnã. O protesto aconteceu nas suítes 1738 e 1742 do Queen Elizabeth Hotel, em Montreal, Canadá.

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Ele se fez imortal ao se transformar em uma ideia. Nos deu a o poder da imaginação e com ela a inspiração necessária para mudar o mundo a partir da mudança das nossas vidas.

Strawberry Fields Memorial, no Central Park (Nova Iorque). O mosaico com o título de uma das músicas mais famosas do compositor , “Imagine”, é uma homenagem contemplada diariamente por fãs que deixam flores em memória de Lennon

Bendito seja John Lennon. Ele está no meio de nós.

Sua vida nos grita: “Faça com que eles sintam sua falta.”

Retrato de John Lennon em Nova Iorque em 1974, pelo fotógrafo Bob Gruen.

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Rock is my Religion

Esse verdadeiro panteão de deuses está, e sempre estará, dentro de cada um de nós, rocker. É por essa chama que lutamos por aqui. É por esses ensinamentos que dedicamos dias e noites. Quero que meus filhos e os filhos dos meus filhos tenham a mesma chance que eu tive de ser tocado pela palavra dos deuses.

Ontem, no Dia Mundial do Rock, lançamos nossa mais exclusiva homenagem a cada um desses deuses. Você chegou a dar uma olhada? A tiragem dessas peças é limitada e elas estão sendo disputadas a tapa. Vale dar uma conferida o quanto antes.

Um abraço,

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Rocker e Sócio-Fundador. Obcecado por Rock n Roll, fanático por literatura contemporânea e ferrenho defensor da cultura digital, encontrou na Santo Rock seu canal de conexão com o mundo, vivendo suas crenças, expondo suas ideias e trocando experiências com a comunidade rockeira.

2 Comments Join the Conversation →

  1. JORGE LUIZ PENARIOL

    Gostei da “tocada” do site, é diferente. Gostei também dos produtos que adquiri, têm uma qualidade especial. Parabéns pelo rumo, acho que poderemos ir juntos. Obrigado.

    Reply
    1. Janaina Rosany

      Emocionante!!!! Em espcial Keith Richards, Jim Morrison e Jhon Lennon. Amo!

      Reply (in reply to JORGE LUIZ PENARIOL)

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