Playlist da semana: Deuses do Rock n Roll!

Hey, rocker!

Sexta-feira! Felling allright?

Dia 13 de julho (essa quarta) lançamos a Santo Rock Limited Edition, uma coleção inédita em homenagem ao Dia Mundial do Rock, com 6 estampas  especiais e colecionáveis de 6 deuses do rock.

Atenção! O próprio nome já diz, mas vale a pena reforçar: essa coleção está no ar e em nosso estoque por tempo limitado! Então corre lá pra garantir a sua!

Para esta coleção, escolhemos o camaleão do rock, David Bowie, o invencível imortal, Keith Richards, o embaixador do Rock, Lemmy Kilmister, o ativista ácido, John Lennon, o poeta boêmio, Jim Morrison, e a eterna alma grunge, Kurt Cobain como nossos ídolos sagrados.

Como hoje é dia de som, aproveitamos para criar uma playlist especial com 18 músicas dos deuses. Dá o play e já vai ouvindo, mas não passa batido nas dicas que separamos e que estão logo abaixo da playlist aqui no post:

 


BEHIND THE SONGS: CURIOSIDADES DESSA PLAYLIST

  • A onipresença de Lennon

Nessa playlist, você pode se deparar com a onipresença de John Lennon. Além de três de seus maiores sucessos, ele também aparece em canções junto aos outros deuses. Se liga:

Tem Lemmy Kilmister cantando “Stand By Me” – composta originalmente por Ben E. King e popularizada para o mundão pelo deus Lennon. O frontman do Motörhead gravou essa versão em novembro de 2009 com o baterista Dave Lombardo, do Slayer, para a trilha sonora do filme “Extremely Sorry”.

John Lennon em Nova Iorque – foto pelo fotógrafo dos astros do rock, Bob Gruen

Tem Kurt Cobain fazendo uma interpretação bem down a voz e violão de “And I Love Her”. Okay, a música é de autoria de Sir. Paul McCartney, mas vale lembrar que Cobain era fã de Beatles e, particularmente, de John Lennon. Então tá valendo!

Kurt Cobain durante sessão de gravação a voz e violão

Você ainda pode ouvir Keith Richards tocando baixo na versão pedrada de “Yer Blues” (originalmente dos Beatles, lançada no White Album, de 1968) durante a épica apresentação no Rock N Roll Circus (dos Stones), acompanhado por Mitch Mitchell (batera do Jimi Hendrix Experience), ninguém menos do que Eric Clapton (em sua melhor fase. Sério!) e o próprio Lennon, é claro.

Dirty Mac: Eric Clapton, John Lennon, Mitch Mitchell (berrando) e Keith Richards no baixo durante apresentação no Rock N Roll Circus

Além disso, inserimos o hit “Fame”, de David Bowie.

Sabe quem faz backing vocal nesse som?

Uma dica: John Lennon, é claro. (É, não tem dica nenhuma, não. É Lennon e pronto!)

Lennon e Bowie, sempre muito gentlemans e galãs (detalhe para o broche do Elvis de John Lennon)

Essa foi uma de duas composições inéditas do Lennon em parceria após o fim declarado dos Beatles, com o álbum Let It Be, em 1969 (“Dream it’s over!”). Isso, é claro, sem contar sua musa inspiradora, Yoko Ono – tão amada pelos Beatlemaníacos (sente essa ironia, então!). A outra seria “Whatever Gets You Through The Night”, com Elton John. Essa não tá na playlist do Spotify porque não tem! Então, só no youtube!

“Mas e quanto a John Lennon e Jim Morrison? Não tem?”

Não, não tem mesmo.

Morrison segue recluso neste quesito, e surge nessa playlist como “deus do submundo”.

As músicas de Morrison são do álbum An American Prayer (ou An American Prayer: Jim Morrison & The Doors), 9º e último álbum do Doors.

“Como assim Jim Morrison & The Doors? Isso não é redundante?”

Na verdade, é isso mesmo. Em 1970, Jim Morrison gravou as letras numa sessão de poesias. Seis anos depois do fim da banda, em 1978, os integrantes do Doors se reuniram e gravaram as linhas instrumentais deste álbum duplamente póstumo: pelo falecimento do Doors e também de Morrison (em 1971).

Jim Morrison – foto extraído do ensaio de Edmund Teske em Bronson Caves (Hollywood Hills/California, 1969), que deu origem à capa do álbum An American Prayer

Talvez esse tenha sido o primeiro audiobook da história, com as poesias de Morrison musicadas pelos companheiros de banda. Talvez… talvez…

  • Camaleão e seus lagartos

Sobre David Bowie, as músicas escolhidas foram a já mencionada “Fame”, o clássico “Heroes” e a industrial “The Hearts Filthy Lesson”. Nem todo mundo sabe, mas a música “Heroes” (do álbum homônimo de 1971) é de autoria de Bowie e Brian Eno, que chamou ninguém mais, ninguém menos que o guitarrista Robert Fripp, do king Crimson, para compor a linha de guitarra que se tornaria marca registrada neste hino.

  • Guitarra Épica: Marca Registrada em “Heroes”

O som que mais parece um corte nos céus em “Heroes” é a incrível linha de guitarra criada por Robert Fripp (King Crimson). Fripp utilizou um aparelhinho chamado E-bow (ou “arco eletrônico, em tradução livre), que é uma caixinha que emite fibra óptica e, quando posicionado acima das cordas da guitarra na altura dos captadores, simula um arco de violino eterno. É quase um Jimmy Page eletrônico pra sempre, entendeu? (risos). A magia deste efeito dá um ar de esperança em voo livre à canção, que se tornou um hino inconfundível com essa marca registrada.

Colin Thurston, Robert Fripp, David Bowie e Brian Eno no Hansa TonStudio, em Berlin, durante as gravações do álbum Heroes
  • Efeitos especiais… para os ouvidos!

The Hearts Filthy Lesson” é uma canção menos famosa e com um aspecto mais “fora da caixa” do que comumente é associado a David Bowie – mesmo sendo ele o camaleão do rock. Foi lançada inclusive no álbum Outside (“lado de fora”, em tradução livre), de 1995, e é a música de encerramento do filme “Se7en –Sete Pecados Mortais”, do diretor David Finscher. A canção também tem a participação de Brian Eno, como produtor e responsável pela adição de efeitos sonoros obscuros que marcam essa fase industrial de Bowie.

Trecho do clipe obscuro de “The Hearts Filthy Lesson”, de David Bowie. Esse tá na nossa playlist “Deuses do Rock” no YouTube. Dá o play!
  • O Incrível Keith

Keith Richards apresenta “Trouble”, sua música de trabalho do álbum Crosseyed Heart (lançado em setembro de 2015) e “Hurricane”, uma canção de apenas um minutos e meio e com uma grande história por trás.

De setembro de 2005 a março de 2006, os membros oficiais do grupo Rolling Stones levantaram $ 90.000 (90 mil doletas) para ajudar a Cruz Vermelha a reconstruir as comunidades devastadas pelo furacão Katrina.

Para cada contribuição feita, os Rolling Stones enviavam um CD ao doador com a canção “Hurricane”, escrita por Richards (também nos vocais) e Mick Jagger, com letras manuscritas por Keith Richards e assinaturas de cada membro da banda na capa. Bem bacana, né?

 

  • Baladas de Lemmy Kilmister

As músicas de Lemmy Kilmister são todas versões de músicas já existentes. Temos a versão de “Stand By Me” – originalmente de Ben E. King (como já foi dito) -, “Twist And Shout” – da dupla Phil Medley e Bert Russell, que ganhou destaque na versão dos garotos de Liverpool – e “Tie Your Mother Down”, do Queen, com a participação do doidão do Ted Nugent nesta versão.

E ai, gostou dessa “bíblia de informações” dos Deuses do Rock N Roll? Toda sexta é dia de curtir som foda e sair carregado de curiosidades a respeito do mundo do Rock pra soltar na mesa do bar.

Aproveita o embalo e clica na imagem aqui embaixo pra garantir a camiseta limitada dos seus ídolos!

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A equipe Santo Rock é composta por pessoas apaixonadas pelos valores e ideais da cultura Rock n Roll. São rockers que, movidos por uma paixão incondicional, acreditam que o Rock n Roll é uma das manifestações artísticas e culturais mais poderosas que existe, uma força visceral capaz de transformar vidas e mundos.

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