Freddie 70: O show precisa continuar!

Hey, rocker! Beleza?

Você mal colocou a cabeça no lugar pra começar a semana e POW: já tem novidade!

Hoje, Freddie Mercury estaria comemorando 70 anos de idade. Sete fuckin’ décadas!

Separei alguns momentos bem particulares pra compartilhar com você. Mas antes de começar, preciso que assista a esses 2 minutos que, em 1986, disseram ao mundo: sim, um ser humano pode se tornar deus em cima do palco!

Que imagem poderosa. Um homem contra milhares de pessoas. Armado apenas com um microfone na mão e o punho cerrado, ele domina a multidão como um pastor conduzindo o rebanho.

Não parece um estádio cheio. Parece um culto, uma igreja lotada.

Ainda ontem, revendo esse vídeo, me vieram à cabeça algumas lembranças empoeiradas do meio da década de 90.

Lembro que, nessa época, eu ainda era só o típico moleque-sem-noção-do-interior que não sabia diferenciar uma guitarra de um baixo (quem nunca?). Quanto mais um álbum do Queen de um “7 Melhores da Pan”. Pois é, shame on me!

Não sei nem como aquele disco veio parar na minha mão. Se era emprestado ou se meu pai havia comprado em alguma daquelas promoções de hipermercado (quando você escolhe o álbum pela capa e seja o que Deus quiser!).

Só sei que foi ali na sala de casa que aquele Queen Greatest Hits II pela primeira vez deu alguma utilidade pro meu ouvido obsoleto.

A Kind of Magic, Under Pressure, I want it all, I want to break free, Who wants to live forever… quer que eu continue? Tudo no mesmo álbum de uma vez só é demais pra cabeça de uma criança.

A capa já me chamava a atenção. De longe você identificava aquele fundão azul marcado pelo brasão dourado debaixo do nome Queen.

Mais tarde, quando descobri que o logo havia sido criado pelo próprio Freddie, que era designer por formação, ficou praticamente certo pensar na carreira de publicitário (OK, Freddie, agora não sei se te agradeço ou amaldiçoo).

Até hoje fico pensando na sequência incomparável de hits (talvez só alcançada pelo Greatest Hits I). “A Kind of Magic” seguida de “Under Pressure”, na minha opinião, é um tipo de evangelho que todo rocker deveria pregar aos seus filhos.

“Who Wants To Live Forever” me fez até considerar Highlander um dos melhores filmes já feitos (ilusão que desmoronou há uns 5 anos atrás, quando assisti novamente e percebi a desgraça que é).

Um legado que, contrariando toda a história do Rock, começou com um cara que não era nem norte-americano, nem inglês.

Era só um garoto qualquer, filho de indianos nascido em Zanzibar (hoje parte da Tanzânia), na África.

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O baby Freddie, digo… Farrokh.

Bizarro pensar que o tímido Farrokh Bulsara se transformaria nessa figura onipotente que você assistiu há pouco.

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É isso o que me intriga. Como que alguém assim, tão parecido com você, tão parecido comigo pode ter se tornado essa força da natureza?

Um furacão que tomou o Rock in Rio em 1985 de uma forma que até hoje parece não ter sido superado. Acho que esse é um lado que ninguém explora quando o assunto é Freddie Mercury: a infância, o começo, o antes da fama.

É fácil falar do ídolo, da carreira, do fim. Será provavelmente o assunto mais abordado hoje. Cada um desses temas tem a sua importância. Mas precisa existir algo mais. 

Algo que nos permita olhar nos olhos dele e entender de onde vem essa energia que, mesmo hoje, nos impressiona tanto.

Ainda com oito anos de idade, Farrokh foi enviado a uma escola só pra meninos na cidade de Bombaim, viagem que fez sozinho de navio. Aos doze, montou sua primeira banda: The Hectics, apresentando sucessos de artistas como Cliff Richard e Little Richard na escola.

É nessa época que ele passa a ser chamado de Freddie pelo amigos, apelido que o acompanharia pela eternidade.

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Hoje sabemos que, apesar de fazer sucesso com seu carisma e talento, Freddie sofria muitas provocações dos colegas.

A face do preconceito consegue ser ainda mais cruel quando estampada no rosto de uma criança.

Talvez tenha sido esse tipo de comportamento que o tornou uma pessoa introspectiva e muito tímida, quando perto de estranhos. Acredite se quiser: Freddie Mercury, tímido.

Aos dezessete anos, a família Bulsara estava assustada com problemas políticos que ocorriam em Zanzibar (onde eclodia uma revolução violenta no ano de 1964), decidindo assim se mudar definitivamente pra Londres.

É  aí que Freddie começa seu breve caminho como designer gráfico, diplomado pelo Ealing Art College, profissão que ele mal exerceu. Após sua graduação, foi trabalhar como vendedor de roupas no famoso Mercado Kensington, ao lado de sua então namorada Mary Austin (simplesmente a mulher que inspirou a canção “Love of my life”), além de ter sido atendente no Aeroporto de Heathrow.

Percebeu algo de extraordinário nessa trajetória? Não? Nem eu. Mais comum impossível.

No entanto, é esse mesmo cara comum que vai protagonizar momentos épicos como esses:

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É só em abril de 1970, que Freddie se une ao guitarrista Brian May e ao baterista Roger Taylor renomeando a até então banda “Smile” para “Queen”. 

É só aí que ele adota o sobrenome “Mercury” (que convenhamos, é mais style que Bulsara).

Só a partir desse momento que a transformação do homem em algo divino toma forma. Duvida? Então arrisque-se a ouvir a faixa “Somebody to love” do link abaixo e não arrepiar. 

Essa gravação contém só as linhas principais do vocal, sem nenhum outro instrumento.

A amarga verdade é que perdemos esse talento com pouco mais de 45 anos completos. Tenho certeza de que se estivesse ainda aqui, chutaria bundas como ninguém.

Se Mick Jagger faz isso com um braço amarrado, imagina o Farrokh!

É por tudo isso que não poderíamos deixar esse dia passar batido. Uma homenagem mais que especial é necessária e foi assim que decidimos que nosso panteão de deuses não poderia continuar mais sem a realeza maior do Rock.

Está no ar agora a novíssima Santo Rock Limited Edition Freddie, disponível em tiragem limitada.

Esse lançamento traz uma novidade que a galera já nos pede há algum tempo e que agora finalmente começa a valer: FRETE GRÁTIS garantido na compra desse item. 

Ou seja, não importa o valor da sua compra. Desde que tenha uma Limited Edition em seu pedido, você garante Frete Grátis via PAC pra qualquer lugar do Brasil. Corre lá!

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Novidade no ar, comemorações iniciadas aqui na Santo Rock e ainda assim tem uma outra música martelando na minha cabeça.

Ainda lembrando daquele primeiro contato com o Queen e com Freddie, penso que “The Show Must Go On” talvez tenha sido uma das músicas que mais me emocionou.

Foi assim na primeira vez que ouvi, pelo poder sobrepujante que ela tem. E mais ainda depois de saber que a letra, escrita por Brian May, expõe o sacrifício que Freddie fazia ao continuar se apresentando, já tão debilitado pela AIDS.

Portanto, se me permite invadir a sua playlist de hoje, quero te pedir mais que um minuto em memória desse verdadeiro deus do Rock, dono de uma obra que vai muito além da música:

Com certeza uma obra à altura de um talento tão absoluto que eu sei que provavelmente não verei nascer novamente por aqui nessa vida.

Exatamente por isso é tão precioso e precisa ser louvado. Sempre.

“The show must go on
Inside my heart is breaking
My make up may be flaking
But my smile still stays on”

Um abraço,

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About Demiro Ferrari view all posts

Entre seus grandes feitos já enfrentou uma multidão pra ver os Rolling Stones em Copacabana e dirigiu de San Francisco a Los Angeles só pra conferir uma banda cover do Doors no Whiskey a Go Go. Lamenta não ter visto James Brown ao vivo e acredita que os vícios fazem parte das virtudes assim como os venenos dos remédios.

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