Playlist: 34 anos de glórias!

“They say it’s your birthday… Happy Birthday to you!”

Fala, rocker! E aí, feeling allright?

Hoje é aniversário do Marketing Maestro aqui da Santo Rock, o grande Demiro Ferrari!

A playlist de hoje traz uma seleção especial feita pelo Demiro, com as músicas favoritas que ele escolheu a dedo para comemorar o aniversário e compartilhar um pouco desse momento de alegria com você, rocker.

Então já solta o play aí e, na sequência, confira o que cada canção representa para o nosso aniversariante do dia!

Confira abaixo a seleção especial do Demiro com comentários do mestre.


Fuel – Quarter

Quem jogou Need for Speed Underground 2 (digo “jogou” pra não dizer “ficou dias trancado no quarto fritando”) tem essa música praticamente tatuada no cérebro, principalmente quando você rampa o bicho a 240km/h no meio da cidade.


Queens of the Stone Age  – Go With the Flow

Dá pra não brisar nessa?


Guns n’ Roses – You Could Be Mine

Cara, essa música no Terminator 2 mudou a minha vida. O filme é de 1991, mas nessa época eu só tinha uns 9 anos, eu acho. Fui ver uma das reprises lá pra 1997 (pelo menso que eu lembre). Aí já viu, você junta o Hard Rock foda do Guns com robôs assassinos e shotguns em caixa de rosas e só tem um resultado: adolescente headbanger louco pra ganhar uma jaqueta de couro e uma guitarra. Deu no que deu!


Motörhead – Overkill

Você poderia me perguntar “por quê essa do Motörhead”? Eu poderia te responder: “dá o play logo e pára de frescura, desgraçado!”. O resultado vai ser um só: nós dois batendo a cabeça no ar como Beavis & Butthead.


System of a Down – Spiders

Sempre que eu ouço essa música só lembro daquela parte do Senhor dos Anéis com a aranha. Isso bem antes do filme, na época que só dava pra ver a cena lendo o livro (sim, pode me incluir no grupos dos velhos nerds).


Absynthe Minded – Envoi

Descobri essa banda quando passei por Bruxelas há quase 2 anos atrás. Não é exatamente Rock, mas não deixa totalmente de ser. Som perfeito pra ligar o carro e pegar a estrada. Sim, você vai querer tocar no violão esse som assim que a música acabar.


Pearl Jam – Given to Fly

Ter que escolher uma só música do Pearl Jam deveria ser considerado um crime. Essa especificamente não é tão conhecida, mas é tão boa ou até melhor que os grandes clássicos da banda. Vai da suavidade dos vocais graves do Eddie no verso, à explosão de energia do refrão com uma naturalidade assustadora. Ouvir e não cantar junto é uma tarefa que, pelo menos pra mim, já se tornou impossível há muito tempo.


Johnny Cash – Hurt

OK, estou roubando no jogo aqui pra poder falar de Cash e Nine Inch Nails na mesma música. Só que aqui, essa “parceria” inesperada com o Cash vai além, a ponto de realmente te afetar, emocionar. Se você conhece a história de vida dele, vai ter a impressão de que a canção foi escrita sob medida, mesmo não sendo. O desafio é ouvir sozinho essa música até o fim e não sentir os olhos lacrimejarem.


The Doors – Riders on the Storm

Não tem muito o que explicar aqui: Jim Morrison e toda a loucura boa que advém das fritadas que o Doors proporcionou ao mundo estão aí. É ouvir e mergulhar. Disclaimer: a experiência só será completa se você ouvir isso num dia chuvoso e não estiver sóbrio(a).


Marylin Manson – The Fight Song

Não se sinta agredido pela maquiagem, o salto alto e o couro. Marylin Manson é tudo isso e muito mais, com uma obra rica e bem diferente, construída em cima de qualidade melódica e estética, fora as críticas ácidas constantes das letras. Essa é só uma das não óbvias, mas recomendo emendar em “Mechanical animals”, “Rock is dead” e “Disassociative”. Quem tava lá no Maximus Festival comigo viu que o cara não tava de brincadeira!


Bon Jovi – Something for the Pain

Em 1995 eu estava na sexta série e foi quando ganhei o “These days” do Bon Jovi. Engraçado pensar que nessa época o amigo secreto era realmente secreto, até no presente. A surpresa era real, o que não necessariamente era uma coisa boa. Não tenho lembranças do que eu ouvia antes disso, talvez o meu ouvido obsoleto escutasse qualquer coisa que tocasse na rádio, pinico das 7 melhores da Pan. Mas veio aquele presente inesperado e lembro perfeitamente do quanto fiquei intrigado, devorando o encarte, tentando entender as letras no caminho pra casa. Cheguei, coloquei o CD no som e ouvi direto por três vezes seguidas. Na quarta eu mesmo já era um rockstar e “Something for the pain”, “Hey god”, “This ain’t a love song”, “My guitar lies bleeding in my arms” e “Something to believe in” se tornaram a trilha sonora dos meus 13 anos… por um bom tempo.


Iron Maiden – Hallowed Be Thy Name

Essa é uma das minhas favoritas desde que conheci Iron Maiden, continuou sendo quando a minha banda tocava (sim, eu cantava essa! OH YEAH!) e continua sendo até hoje. Uma música completa e que praticamente não tem refrão. Doidera!


Metallica – The Thing That Should Not Be

Não vou saber te explicar porque escolhi essa e não “…And justice for all”, que também é uma das minhas top músicas de todos os tempos. Talvez seja a proximidade com a obra do H. P. Lovecraft (pela qual tenho profunda paixão), talvez por ser uma das primeiras músicas do Metallica que ouvi e grudou na minha mente. O mais provável, no entanto, é que seja obra de alguma seita dedicada aos Grandes Antigos.


Blind Guardian –  Mirror Mirror

Blind Guardian surgiu na minha vida em meados de 1998, quando eu achava que nada mais no heavy metal podia surpreender (aquela velha pré-potência de adolescente sabichão). A lição veio na forma de pancada na orelha, no fundo da sala de aula, com “Into the Storm” que me deixou de boca aberta. A fita cassete montada por pelo Daniel Person (hoje baterista monstro do Hellish War) emendou em “Mirror mirror” e eu fiquei ali, com cara de bobo, sem entender como guitarras e vozes podiam fazer tudo aquilo. Acho que devo ter passado os dois meses seguintes ouvindo só a discografia do Blind Guardian. Não queria ouvir mais nada. Aquela intensidade doentia que só a adolescência te proporciona, sabe?


Arctic Monkeys – R U Mine?

Quem cresceu ouvindo os monstros da música dos anos 80 e 90, chega aos anos 2000, 2010 sem saber onde se apoiar e corre o risco de se tornar um saudosista insuportável. Qual a próxima grande banda boa? Qual o próximo hit universal? O bug do milênio talvez tenha sido esse e a implosão do mundo da música (tanto criativa quanto comercialmente) tornou essas perguntas sem sentido. A partir dali, tudo ficou simultâneo e customizado. A oferta de bandas veio aos montes, do mundo todo. Muitos vão cair no erro de afirmar que não existem mais grandes bandas novas, com qualidades e diferenciais verdadeiramente únicos. Minha resposta pra isso está aqui representada pelos caras do Arctic Monkeys (que já nem são tão novos assim mais), mas poderia ser “Reptilia” do Strokes, “Lonely boy” do Black Keys, “Out of the Black” do Royal Blood, “Time is running out” do Muse, “Cut the Cord” do Shinedown, enfim, a lista é longa. Então, se você é como eu e tem um pé no passado e o outro no presente, guarda o CD do Van Halen só dessa vez e deixa o Spotify te surpreender (não estou ganhando nada com a propaganda!).


Rolling Stones – Paint it Black

Já ouvi dizer que as pessoas se dividem entre quem morreria pelos Stones e quem o faria pelos Beatles. Possuo um profundo respeito e paixão pela obra dos besouros da batida, mas quando Mick Jagger e Keith Richards estão no palco eu só quero pintar tudo de preto.


Buckcherry –  Lit Up

Como deixar AC/DC, Aerosmith e Foo Fighters fora de uma playlist? Resolvi cometer esse pecado mortal pra não repetir outras seleções mais clássicas que rolam por aí e que ainda virão (cair nos clássicos é moleza, né? Difícil é vasculhar coisa nova). Assim, posso aproveitar a oportunidade e compartilhar uma das melhores surpresas que tive nos últimos anos: Buckcherry (juntamente com Black Spiders e Texas Hippies Coallition). Sabe aquele tesão adolescente Hard Rock de devorar toda a discografia da banda em um só dia? De ouvir aquela música dos caras até gastar o CD, ou sua mãe entrar no quarto berrando pra desligando o som? É isso o que te espera depois do play! Mas já aviso: Hard Rock pode causar dependência se consumido em doses exageradas de volume.


Queen – The Show Must Go On

Comentário: Quem acompanhou o lançamento da Santo Rock Limited Edition Freddie na última segunda-feira, comemorando os 70 anos do maior vocalista de todos os tempos (pra encerrar todas as discussões, é ele sim!), já ganhou a dica desse som. Essa talvez tenha sido uma das músicas que mais me emocionou na história (não só do Queen). Foi assim na primeira vez que ouvi, pelo poder sobrepujante que ela tem. E mais ainda depois de saber que a letra, escrita por Brian May, expõe o sacrifício que Freddie fazia ao continuar se apresentando, já tão debilitado pela AIDS.

Veja as bandas que marcaram a vida do Demiro e que estão na Santo Rock!

Tamo junto, rocker! Let’s Rock!

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Um verdadeiro colecionador de curiosidades. I can't get no satisfaction! Lennon disse: "a genialidade é um tipo de loucura". Sejamos insanos em nome do amor ao Rock n Roll. Prazer, Latorre! "O café tá pronto?"

4 Comments Join the Conversation →

  1. Rafael Reis

    Animal ter visto Fuel na lista! Essa banda me marcou também.
    Corrigindo: é o NFSU 1 (o primeiro game da série)

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    1. Demiro Ferrari

      Oi Rafael! Cara, o que dizer sobre o Fuel (mas só vale o verdadeiro Fuel com Brett Scallions. Simplesmente uma banda pra ser ouvida no repeat diretasso! Cara, certeza que é do NFSU 1? Caramba, então tô velho mesmo… não que ser do 2 me deixasse mais novinho.

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  2. Dini Lisarte

    Sensacional esta seleção…é sempre um grande prazer ouvir Johnny Cash…parabéns

    Reply
    1. Demiro Ferrari

      Oi Dini! Cash não pode faltar, NUNCA! Ainda tentarei montar um Johnny Cash cover, fica a promessa.

      Reply (in reply to Dini Lisarte)

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