Bad Attitude: Nova coleção pra quem cansou de seguir os padrões!

Hey, rocker! Beleza?

Segunda-feira é uma bênção e uma desgraça, preciso dizer.

Ao mesmo tempo em que você tem a semana inteira pela frente, renovado pelo domingo, você tem… a semana inteira ainda pela frente!

Talvez seja aí que se dividam os otimistas e os pessimistas: pela forma como começam a semana. Aqui no Santuário resolvemos chutar umas bundas a porta e abrir o dia com algo maior que uma coleção nova.

Nada melhor pra curar essa ressaca prolongada (sábado foi pesado, garanto) do que ficar tentando segurar o mouse pra não clicar aqui e pirar nessas novidades.

Suavizando a maldição da segundona, faremos uma viagem juntos. De hoje até sexta-feira iremos nos transportar pra momentos da história onde a atitude de rockers quebraram o status quo. Status quem?

É aquela tranqueira de “ah, o certo é seguir isso aqui” ou ainda “nunca ninguém fez assim, melhor ficar como está”. Em termos técnicos: pura bullshit!

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Foi assistindo à entrevista que o Caio Latorre – nosso Content Rocker, fez com o Clemente Nascimento há algumas semanas atrás, que me peguei pensando bastante nisso e em como poderíamos apresentar essas novas camisetas pra você.

Clemente fuzilou: “Nós não ganhamos espaço na mídia com os Inocentes pra daí fazer sucesso. Nós fizemos sucesso e aí é que ganhamos espaço na mídia”. Parece até óbvio, né? Mas existe uma sabedoria importante nas coisas óbvias que precisamos ficar atentos, ou escorre pelos dedos sem você perceber.

Clemente Nascimento, do Inocentes, nos ajuda a entender um fato simples: o sucesso é algo construído, não cai do céu.

Tenho conhecido muitas bandas nesses últimos anos (mas muitas mesmo!) e, com o tempo, você vai percebendo que existem alguns padrões, algumas coisas que se repetem.

Às vezes você até capta uma vibe que sem querer domina aquela galera. Você olha pra trás e se vê nessas pessoas. Começa a repensar as escolhas que você mesmo fez e aprende muito com isso.

Algo que se repete bastante é a preocupação de “ter uma chance”. Essa angústia começa a sobrepor tudo o que se faz e de repente já é mais importante que criar músicas fodas, que fazer shows memoráveis, que angariar fãs, mesmo que um a um.

Penso nisso tudo e a frase do Clemente volta na mesma hora pra me estapear e começar um conflito: será que tudo se resume a isso? A uma chance? 

Os Beatles se tornaram o que são porque tiveram essa oportunidade única? Black Sabbath, Led Zeppelin ou mesmo ‘insira aqui qualquer uma das bandas mais épicas que você conhece’? Esses caras marcaram a história da nossa civilização por conta de um capricho do acaso?

Não faz sentido.

Claro que não estou ignorando o fato de que em algum momento foi essa chance que permitiu que eles pudessem dar vazão ao trabalho, inspiração e genialidade que os fizeram ser o que são hoje.

Mas talvez essa fome que as bandas tem pela chance de brilhar esteja ofuscando a verdadeira vontade que os tornariam deuses do Rock.

Em algum ponto no meio do caminho algumas bandas se esqueceram de criar algo que seja realmente relevante, verdadeiro. Arte em sua forma mais pura.

Engraçado que, como sempre, é um dos ensinamentos de Lemmy Kilmister que me apoia nesse raciocínio: “Se você vai ser a porra de um Rockstar, então vá e seja um. As pessoas não querem ver um cara qualquer no palco, elas querem ver alguém que só pode ter vindo de outro planeta. Você quer ver alguém que nunca conheceria no dia-a-dia”.

Nós queremos alguém que mude as nossas vidas, até quando não queremos que nada mude. 

Porque, para continuar como está ou servir só de anestésico, já temos a rotina e a cerveja, que fazem isso muito bem sozinhas.

Será mesmo uma chance o que está faltando? Pra alguns pode parecer que é algo que cai do céu, mas sabemos bem que é construído um dia depois do outro. Nesse momento não me importa o “quê”, mas o “como”.

Como é que um Johnny Allen qualquer de Seattle se torna Jimi Hendrix?

Johnny era só um moleque sorridente com uma guitarra, como tantos outros. Só que não era só isso.

Dá pra entender como que aquele Michael Philip que andava cabisbaixo pelas ruas de Dartford viria a ser o todo-poderoso Mick Jagger?

Michael podia muito bem ter uma vida tranquila, emprego sólido em algum escritório e uma rotina feliz e simples. O problema é que não conseguia ficar parado, sentado em uma cadeira.

Ou que um Saul Hudson londrino de repente tatua Slash no coração de uma planeta inteiro?

Saul era só um garoto diferente com um bigodinho tosco. Até o dia em que resolveu juntar uns amigos e mudar o mundo da música.

Johnny, Michael e Saul. O que vocês fizeram pra mudar o mundo? Vou além: o que vocês fizeram pra que o mundo prestasse atenção em vocês?

Existem aqueles que gostam das regras, que se comportam como devem e fazem aquilo que todo mundo gosta. Os caras legais, as pessoas de respeito, entusiastas da ordem e da tradição. Esses não são vocês, Johnny, Michael e Saul.

Vocês disseram um não sonoro quando todo mundo queria ouvir o sim, crianças mimadas que somos. Essa atitude condenável aos olhos dos mais conservadores, criaram novas tradições, uma nova realidade.

Amanhã começamos a jornada em 1985, quando Slash desistiu de ser o guitarrista de uma das maiores bandas da cena porque não concordava com as regras que impuseram pra ele.

Pra esse lançamento, decidimos voltar às raízes da Santo Rock e dizer um não ao pré-conceito do que deveria ser uma camiseta de Rock. Precisa mesmo ser preta, ter o logo da banda e tecido padrão?

“Ah, mas ou a camiseta é rock-rock-mesmo ou vira essas camisetinhas-de-playboy-que-vende-no-shopping”. Juro que já ouvi isso, acredita?

Precisamos mesmo polarizar esse tipo de coisa? Transformar em disputa? Quem foi que disse que uma camiseta de Rock tem que ser assim ou assado? Aliás, “tem que ser” é uma expressão que ouço bastante saindo da boca de alguns rockers e isso me dá calafrios.

Não “temos que ser” nada, cara.

Somos vetores da transformação. Da quebra das regras burras, que oprimem a liberdade de criar e se expressar. Esse cara que hoje está usando a camiseta do Ramones na rua sem nem saber do que se trata pode daqui a alguns anos redescobrir a própria vida ouvindo “Poison heart”.

Ou pode ser que nunca entenda e seja só modinha mesmo, mas prefiro ver a bandeira do Ramones estampada nas ruas do que dobrada no fundo de um baú.

Não vou mentir: eu gosto de coisa boa. Tecido mais macio, leve, com caimento decente. Quero estampar no peito algo que faça sentido, não números aleatórios ou coisas que eu nem sei de onde vieram.

Daí que eu me toquei que o que eu queria mesmo era a Santo Rock. E deu no que deu.

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Pra essa linha estamos trazendo um novo tipo de tecido, a Malha Ultra Fine Prime.

Nome pomposo pra um pedaço de pano, né? Te garanto: você só precisa vestir uma vez pra entender o que o nome faz realmente sentido. Fica difícil reproduzir nas fotos, eu sei. Mas só de pensar no sorriso que você vai abrir quando a caixinha personalizada da Santo Rock chegar aí, já me serve de consolo.

Aproveita pra conferir as peças já estão online clicando aqui. As tiragens são limitadas e só teremos reposição delas provavelmente mais próximo do Natal.

A minha dica é a a Satisfaction, porque Mick Jagger é foda (e também porque a do Purple Haze eu já tenho). Mas pensando agora não seria nada mal ir no show do Guns com a Nightrain do Slash. A galera vai pirar certeza!

Um abraço,

About Demiro Ferrari view all posts

Entre seus grandes feitos já enfrentou uma multidão pra ver os Rolling Stones em Copacabana e dirigiu de San Francisco a Los Angeles só pra conferir uma banda cover do Doors no Whiskey a Go Go. Lamenta não ter visto James Brown ao vivo e acredita que os vícios fazem parte das virtudes assim como os venenos dos remédios.

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