Slash: O dia em que ele jogou fora a chance de uma vida!

E aí, rocker! Tudo bem?

Por aqui ainda estamos alucinados com o lançamento de ontem. Não é só pela chegada da nova Malha Ultra Fine Prime (sério, é uma pena que pela tela você não consiga ver o nível de qualidade dela), mas por tudo o que está acontecendo ao redor dessa novidade.

As estampas estão fodas, mas o que está explodindo a minha cabeça são as história por trás desses caras, dessas camisetas. Já deu uma olhada?

Quando vi a oportunidade de mergulhar em um dos momentos épicos do Slash, não pensei duas vezes: parei tudo e parti pra cima!

Slash é um cara que tem aquela áurea mítica, sabe? Uma lenda viva, ainda fazendo história na música.

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Confesse: mesmo sem áudio, a intro de Sweet Child O’ Mine está tocando nesse exato momento na sua cabeça, só de olhar pra esse gif.

Não tem como esquecer os tempos de criança, quando eu e meus primos ficávamos no porão de casa ouvindo Rock N Roll. Haviam algumas caixas de som antigas e era ali que ficávamos descobrindo as bandas mais foderosas desse planeta.

Foi inesquecível quando ouvi pela primeira vez aquele riff de Sweet Child O’ Mine. Aquilo me atingiu como um tapão de mão aberta no pé do ouvido. Depois disso, só me restou furar o Appetite for Destruction de tanto apertar o play.

Slash vem chutando bundas há muito tempo: é o criador de vários dos riffs mais famosos do mundo e já fez uma das maiores homenagens a Jimi Hendrix com uma versão poderosa de Hey Joe. Achou pouco? O cara já impressionou B. B. King e Michael Jackson quando tocaram juntos (além de mais uma porrada de divindades da música) e de quebra ainda tem a sua própria produtora de filmes, a Slasher Films.

Podia ser “só isso” (porque eu nem citei o Guns n Roses ainda), mas tem coisa até mais curiosa: hoje ele segue levando a vida de rockstar com um desfibrilador preso ao coração, já que o músculo cardíaco já parou de bater três vezes (mas essa história eu vou precisar deixar para uma próxima vez).

Um legado desse merece sim uma homenagem à altura. É o que preparamos com a nova camiseta Nightrain!

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É fácil olhar hoje pra toda essa trajetória e achar que é normal e até merecido, mas houve um momento em que ele jogou uma chance de ouro pela janela. Uma atitude tão badass que qualquer outra pessoa comum diria: “Você está louco? Está jogando a oportunidade da sua vida no lixo!”.

Bom, ele não nunca foi uma pessoa comum. Ele é o Slash! Mesmo que o mundo ainda não soubesse disso.

Em meados da década de 80, após a saída de Matt Smith do Poison, uma luz brilhou no fim do túnel. Saul Hudson ainda era um desconhecido e nem usava a hoje tão reconhecida cartola de topo reto.

O Poison já era uma das maiores bandas da época, no auge do glam rock, então imagina o peso dessa oportunidade. É tipo o Bon Jovi te chamar pra ser o novo Richie Sambora. É óbvio que você não vai ficar em casa sentado!

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Hoje fica bem difícil imaginar o Slash se dando ao trabalho de caprichar assim na maquiagem e no laquê só pra sair assim divo na foto.

A cena de Los Angeles era bem movimentada e, com tantas bandas novas surgindo em cada esquina, começava a ficar desesperador encontrar um espaço pra mostrar seu trabalho. Foi o próprio Matt que sugeriu Slash pra fazer um teste com a banda. Slash relutou, mas acabou aceitando marcar uma data.

Nas palavras dele: “Eu odiava Poison, mas naqueles dias você fazia o que tivesse de fazer para continuar. Sendo bem ambicioso como eu era, eu fui e fiz teste. Acabei sendo um dos dois guitarristas que ficaram para a final”.

Lá se foi então o menino de cabelo esquisito, calça jeans, camiseta surrada e mocassins. Sim, sem salto plataforma, maquiagem, nem laquê nos cabelos. 

Ele usava a porra de um mocassim!

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E você aí pensando que só aquele tiozinho do churrasco que usava um desses, né?

Os caras do Poison ficaram impressionados, mas, já nas últimas etapas das audições, o próprio Slash percebeu que simplesmente não era pra ser.

A caminho do estúdio, calçando seus mocassins, cruzou com C. C. DeVille, todo montado no estilão glam rock.

Slash simplesmente não iria mudar seu estilo, o seu jeito de ser, só pra que fosse escolhido. Mesmo que isso significasse dizer adeus a sua única chance de sucesso junto a uma das maiores bandas da cena.

Bem, não deu outra… veio a ligação alguns dias depois dizendo que C. C. havia sido escolhido para a vaga. O Poison encontrava a peça perfeita pra fechar o grupo, liberando Slash pro que no futuro viria a ser a banda mais perigosa do mundo.

Se tem uma coisa que eu agradeço todos os dias, é esse mocassim maravilhoso que mudou a história do Rock. Slash é tão parte da minha vida quanto muitas das experiências que já me fizeram chorar ou gargalhar.

Por isso, não tenha dúvidas: uma dessas novas camisetas da coleção será minha! Então só posso dizer: corre lá e garante a sua que ficar depois esperando pelo reprint pode ser a pior decisão que você vai tomar no ano.

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Ele nunca quis apenas o sucesso. Sempre existiu uma necessidade de fazer a sua música de verdade, na essência, de ser ele mesmo.

Quando ouço a música Nightrain (que de certa forma foi parte da inspiração que nos ajudou a resumir a atitude e pegada do Slash nessa nova camiseta exclusiva Santo Rock), me vem exatamente essa imagem na cabeça: de um trem sem freios, que segue seu caminho. Um trem que vai bater e explodir antes de mudar a sua natureza.

OK, eu sei que Nightrain na verdade é fruto da fase destrutiva do Guns, mas é algo mais simbólico e visual pra mim do que literal.

Só pra compartilhar com você caso não saiba: a canção foi feita em homenagem a uma marca famosa de vinho californiano, o Night Train Express. Era basicamente algo parecido com a nossa catuaba, que eles bebiam bastante, principalmente por conta do seu custo baixo e pela alta quantidade de álcool que possuía.

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Se o Slash começou na Catuaba e acabou onde está, ainda há esperança pra gente!

Todo mundo achou que ele estava louco. Fico imaginando o quanto os amigos não xingaram o jovem Saul: “Vai, cara, que te custa passar um batom e alisar esse cabelo? No show business vale tudo!”. 

Mas ele devia saber que seu lugar estava reservado (e estava mesmo, ou foi a aposta mais cega que eu já vi alguém fazer).

São atitudes como essa que determinam muito do que seremos no futuro. Acreditar no potencial que temos, no que podemos realizar e, principalmente, em como queremos fazer isso. Ouvir menos a ladainha daqueles querem apenas seguir o caminho mais seguro.

É como já disse o filósofo e pensador Chris Cornell: “Ser você mesmo é tudo o que você pode fazer”.

Nosso próximo cara Bad Attitude ficou por conta do Caio Latorre mostrar pra você. O post que ele fez sobre Sir Mick Jagger ficou daqueles de dar vontade de levantar da cadeira e sair chutando o escritório, clica aqui e corre lá.

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I’m on the nightrain, bottoms up
I’m on the nightrain, fill my cup
I’m on the nightrain, ready to crash and burn

Um abraço e até mais,

About Demiro Ferrari view all posts

Entre seus grandes feitos já enfrentou uma multidão pra ver os Rolling Stones em Copacabana e dirigiu de San Francisco a Los Angeles só pra conferir uma banda cover do Doors no Whiskey a Go Go. Lamenta não ter visto James Brown ao vivo e acredita que os vícios fazem parte das virtudes assim como os venenos dos remédios.

8 Comments Join the Conversation →

  1. fabio rossellini

    Parabéns pelo trampo meu brow!!!

    Cada vez mais orgulhoso!!!! PHODA!!!

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    1. Vitor Rossellini

      O meu querido, estamos juntos nessa! Obrigado pela atenção e dedicação de todos os dias.

      Reply (in reply to fabio rossellini)
  2. Danilo Passos

    Puta texto foda, cara! Parabéns!!!

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    1. Vitor Rossellini

      Que bom que curtiu, Danilo! O Slash realmente tem esse poder de inspirar boas histórias. Vamo que vamo que o trem não para!

      Reply (in reply to Danilo Passos)
  3. Francielle Flauzino

    Parabéns! Texto muuuuito bom…

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    1. Vitor Rossellini

      Olá Francielle,
      Bacana que você tenha curtido!
      Poucos teriam a coragem e confiança do Slash para segui o caminho que realmente acredita. Acho que essa é a reflexão que fica aqui pra gente.

      Até breve,
      Obrigado!

      Reply (in reply to Francielle Flauzino)
  4. Rogério

    Parabéns a todos do santorock, pelas matérias escritas sobre as melhores bandas de rock do mundo! Continuem assim!🤘🤘🤘

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  5. Diessii

    Ameeeiiiii!! Está a altura <3

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