Aerosmith: É possível reinventar o que já é incrível?

Hey, rocker! Beleza?

Venho esquentando os motores pro show do Aerosmith que acontece em menos de um mês.

Quando vi um show deles pela primeira vez em 12 de abril de 2007 (junto de nada menos que o Velvet Revolver), fiquei bobo. Acho que já cheguei a comentar sobre isso em um dos posts aqui no blog.

Não dá pra acreditar que Steven Tyler continua cantando daquele jeito depois de tanto tempo. É um milagre, é algo sobre-humano.

Dessa vez, ainda mais com rumores perdidos de que seria a última turnê da banda, gelei. Como não conferir os caras novamente de perto?

Mais que isso: como assim a Santo Rock ainda não fez um lançamento à altura deles?

Esse peso virou uma tonelada, mas finalmente a espera acabou. Hoje lançamos uma novidade exclusiva. Quer ver?

Ou aguenta mais um pouquinho pra entender como resolvemos o desafio de reinventar o que já era incrível?

Santo Rock nasceu como uma marca de rockwear que sempre se desafiou a responder um sonoro “sim” a uma pergunta simples: o Rock vai além da música?

Em um dado momento foi inevitável extrapolar ser uma loja e também ser um gerador de conteúdo. Bom, se o Rock vai além da música porque uma empresa não pode ir além da venda?

Quando decidimos reunir essa multidão de fãs e montar um projeto dessa magnitude, confesso que pensei que poderia não dar certo. Aquele friozinho na barriga, sabe?

Como vamos conseguir levar conteúdo de qualidade diariamente pra essa galera toda? Todo santo dia, sem encher linguiça?

Dos mais curtos e valiosos aos mais compridos e completos, nos colocamos no seu lugar constantemente. “Será que vão curtir?“, “Será que vão responder?“, “Será que vão se importar?“. Será?

Aqui dos bastidores, a correria diária foi recebendo suas recompensas: sugestões enviadas por email, mensagens pelo Facebook, no blog. A reciprocidade está sendo intensa.

Algumas sugestões inclusive viraram conteúdo, acredita?

Foi uma dessas ideais que nos inspirou a produzir não só uma, mas duas versões exclusivas da nova camiseta Aero Wings.

Quando comecei a rascunhar, lembrei da avalanche de pedidos por algo do Aero em nosso catálogo. “Como assim vocês tem duas do Slash, duas do Metallica, duas do Iron Maiden e não tem espaço pra nenhuma do Aerosmith?“. Sim, pecamos. E a galera tá em cima:

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São tantas bandas ainda que queremos homenagear que você não faz ideia.

Ontem mesmo levamos um puxão de orelha por não ter uma do Alice in Chains. O que talvez a galera não entenda é o processo que fazemos para produzir cada peça. Não é simples, não é rápido, não é industrial.

É o que vou revelar em detalhes agora pela primeira vez, junto com esse lançamento (na esperança de receber mais sugestões que broncas pelos pecados cometidos, ;D).

Começamos assim, como todo ser humano: insatisfeitos. Antes o inimigo eram as camisetas pretas tradicionais. Não pelo produto, mas pela preguiça desatenção do mercado.

O que você compra com tanto envolvimento muitos produzem e vendem como se fosse qualquer coisa.

O problema é o descaso.

A coisa mais fácil do mundo é colocar o logo ou a capa de um álbum de uma banda estampado em uma camiseta preta. É a solução fácil, o lugar comum, o que você vai ver todo mundo fazendo. Passam-se os anos e a coisa não muda.

Eu não sei você, mas eu quero mais que isso.

Separei de uma forma simples e didática a metodologia Santo Rock pra criação de estampas. Talvez isso ajude até a concorrência a melhorar um pouco seu catálogo porque a coisa tá triste, viu.

Eu realmente adoraria ver mais empresas fazendo produtos fodas pra quem ama Rock como a gente se propõe diariamente a fazer. Não seria nem concorrência, seria quase como ter mais gente lutando pela sua causa. Loucura, né? 

FASE 1: Pesquisa

Sentar na mesa e vomitar ideias mirabolantes é fácil. Dar palpite então nem se fala. Só que você precisa saber de quem está falando. Quer conhecer uma banda? Faça isso:

  • Estude a história da banda
  • Entenda quem é o seu público, o que ele quer
  • Ouça o trabalho da banda, leia as letras

As ideias de repente começam a fluir naturalmente, como se sempre estivessem ali. Quer dar uma espiada em um dos nossos briefing secretos? Pois aqui está:

O esqueleto da criação em 10 slides: a elaboração do briefing para a criação é só a etapa final de um processo regado a muita pesquisa, aprofundamento, cuidado e som no talo.

FASE 2: Análise

Juntar um monte de informação do Google é fácil. Fazer mistureba de referências então nem se fala. Só que você precisa entender do que está falando. Quer entender uma banda? Faça isso:

  • Mergulhe na arte que gira ao redor da banda (capas, posters, etc)
  • Entenda as relações entre as fases, artes e história da banda
  • Ouça de novo o trabalho da banda e pelamordedeus: leia e reflita sobre as letras!

FASE 3: Criação

Elaborar mil teorias sobre conceitos e mensagens é fácil. Ter ideias que só funcionam no papel nem se fala. Só que você precisa transformar em algo precioso aquilo que aprendeu. Quer reinventar o que já é perfeito? Faça isso:

  • Seja fiel aos princípios e identidade da banda
  • Crie produtos que as pessoas vão amar ter e usar, não só aquilo que “parece que vai vender”
  • Preocupe-se com os detalhes: são eles que fazem do simples algo genial

Quer dar uma olhada nos rascunhos pra entender de onde veio o lançamento de hoje? Check it out:

Do rascunho à arte-final: o detalhamento começa na ponta de cada pena.
Testes, testes e mais testes: a arte só está realmente finalizada depois que você testa tudo o que dá pra ser testado, dentro e fora da tela, já que no tecido nem tudo o que funciona na tela dá certo.

Agora que você entendeu um pouco do nosso processo, quer conhecer a novidade?

Para o Aerosmith havia um desafio tremendo: como vamos criar um produto que respeite tudo isso e ainda assim atenda à demanda dos fãs?

Recebi de alguns clientes (não foram poucos) comentários como: “Queria algo que seja a cara do Aerosmith, mas com a pegada Santo Rock“.

Antes de mais nada: que do caralho ter esse reconhecimento da galera quanto a nossa pegada. Valeu mesmo!

Quando você mergulha na história de uma banda tão emblemática como o Aero, fica difícil não olhar pro seu símbolo maior. Por vezes um pouco descuidado, o escudo com a letra “A” circulada com asas sempre me pareceu algo grandioso e que todo fã quer estampar no peito.

Ao mesmo tempo o emblema original é um pouco reto demais pra vestir, até meio “duro”.

Quando piramos na ideia de refazer toda a asa e os detalhes de uma forma mais orgânica que a original, empacamos em um problema técnico: como aplicar essa estampa na camiseta? 

Se for da maneira tradicional (o famoso centralizadão no peito) ia ficar ridículo. Pequeno, sem expressividade nos detalhes, comum.

Eu não quero o comum, o comum eu compro em qualquer esquina.

E dá-lhe reunião na confecção pra adaptar a estamparia de forma que desse pra vazarmos a estampa de fora a fora nas mangas, por cima das costuras, na diagonal, pra dar a ideia de que o símbolo está voando e não parado.

É meio técnico, mas dá pra você imaginar: normalmente estampa-se a parte frontal da camiseta pra daí ir pra costura adicionar as mangas, parte traseira, etc.

No caso da Aero Wings tivemos que inverter e costurar as mangas antes e depois levar pra estampar. Pura confusão na cabeça da confecção.

Mas deu certo!

Some mais alguns dias de teste de cor, de tecido e voilà: chegamos à solução perfeita. Cara, que suado que isso foi. O que fiquei espantado é que conseguimos chegar em dois resultados bem diferentes com a mesma arte.

Uma versão com um ar mais desgastado e ao mesmo tempo com mais presença, que deu origem à Aero Wings Vintage.

Uma versão com um ar mais discreto e ainda assim imponente e estiloso, que deu origem à Aero Wings Rusty.

Como você já sabe, lançamentos tem estoque limitadíssimo e, com o show apontando aí no horizonte, acho que não vai sobrar muito até o fim de semana.

Lembrando que as nossas condições especiais continuam valendo: nas compras acima de R$ 170 você leva o nosso chaveiro exclusivo, o Amuleto Flying V e se o pedido ultrapassar R$ 220, além do brinde você tem FRETE GRÁTIS via PAC pra qualquer lugar do Brasil.

Pra fechar, é sempre bom lembrar que você também tem 10% DE DESCONTO nas compras via Boleto Bancário ou pode parcelar no cartão em até 6 VEZES SEM JUROS.

Bora pra cima! 

Depois me conta o que achou das peças, das ideias. Críticas, sugestões e tapas na cara: estamos sempre de portas abertas. Come on!

Um abraço,

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Entre seus grandes feitos já enfrentou uma multidão pra ver os Rolling Stones em Copacabana e dirigiu de San Francisco a Los Angeles só pra conferir uma banda cover do Doors no Whiskey a Go Go. Lamenta não ter visto James Brown ao vivo e acredita que os vícios fazem parte das virtudes assim como os venenos dos remédios.

8 Comments Join the Conversation →

  1. Rômulo Dimas

    Preciso confessar que estava meio desanimado com a “tendência” que as estampas do Santo Rock estavam seguindo mas acho que preciso me explicar. Além da qualidade da camiseta, estampa, caimento, etc…, o que as fazem especiais é ser diferente. É fácil encontrar camisetas de bandas com capas de CDs e fotos de artistas estampadas (já comprei camisetas assim até em lojas como C&A), mas a criatividade de vocês torna cada peça única! Essa homenagem ao Aerosmith ficou linda e deu um ânimo novamente em relação à toda essa “abobrinha” de um cara exigente no mundo do Rock ‘N Roll que adora sua camiseta do Eu Quero é Ver o Oco dos lendários Raimundos, entre outras.
    Parabéns galera, continuem inovando e surpreendendo 😉

    Reply
    1. Demiro Ferrari

      Oi Rômulo! Muito obrigado pela crítica-elogio. Acho que é importante conseguirmos nos reinventar sempre. Mesmo quando partimos pra coisas mais tradicionais como imagens de artistas, tentamos repensar a apresentação disso. Ao mesmo tempo, damos algumas reviravoltas, como é o caso dessa do Aero. Depende da inspiração, do feedback da galera, de tanta coisa. Da estampa mais vetorial até a fotografia, temos conseguido traduzir o espírito do Rock em diferentes estilos. Que bom, né? Assim não cansa e sempre tem uma nova perspectiva pra mergulharmos. Um abraço!

      Reply (in reply to Rômulo Dimas)
  2. sandra santana

    Show! Eu que dei o puxão do Alice in Chains e fui respondida com atenção .Adoro os e-mails da santo rock muito informativo.Valew!

    Reply
    1. Demiro Ferrari

      Oi Sandra! Bronquinha muito bem recebida. Alice merece mesmo, estamos devendo!

      Reply (in reply to sandra santana)
  3. Alysson Carvalho

    Meu caro amigo Santo “Rockeiro”!
    Fantástico esse texto. Mais fantásticas foram as camisetas. Confesso que foi difícil comprar, não pelo fato de escolher a mais “foda” (eu já sabia que queria a Vintage de cara), mas a Rusty me tentou muito. Ainda não recebi a minha (está em trânsito), mas de tão seguro que estou deixo aqui a minha sugestão: Quando olhei Aero Wings Vintage pensei, “é isso” enfim conseguiram fazer algo novo sem fuder com o original. (creio que até os caras da banda vão querer essas rsrsrsrsrsrs), pensei em seguida, esses caras precisam fazer isso com a logo do Guns. Então é isso! Como dito no texto, sugerir é muito fácil, reinventar é que são elas, mas isso eu deixo com vocês. Pensem com carinho sobre uma logo do Guns Vintage. Ah! Não fiquem lançando duas coisas “foda demais” de uma só vez não, pois isso deixa a gente meio doido rsrsrs. Grande abraço.

    Reply
    1. Demiro Ferrari

      Hahaha, fantástico foi esse comentário seu Alysson. To rindo sozinho aqui porque concordo muito! Mas não teve jeito. Como falei pro Trovão aí, foi impossível guardarmos essas só pra gente: tivemos que lançar as duas. Pro Guns fizemos uma releitura recentemente, você chegou a dar uma olhada? Tá aqui, ó: https://santorock.com/busca/?q=appetite Abração!

      Reply (in reply to Alysson Carvalho)
  4. Guilherme Trovão

    É exatamente isso aí em cima que o Alysson escreveu… muito foda,foda mesmo escolher qual camiseta comprar. No meu caso escolhi a Rusty, mas e a Vintage? … ENTENDERAM????
    É uma tortura! … é eu sei, vocês fazem de propósito.
    Por isso que amamos a SR. Vlw galera, continuem assim nos chapando cada vez + .
    Obrigado, abraxxxxxxx …
    PS. Demiro, tá faltando uma do RUSH, no quiver .

    Reply
    1. Demiro Ferrari

      Grande Trovão! Cara, vou te dizer que a dúvida nos domina aqui também. Na verdade se fôssemos nos deixar levar pela emoção teriam que ter saído 4 ou 5 versões. Mas aí seria loucura demais. No fim das contas acho que deu pra chegar em 2 leituras que, apesar da mesma estampa, são bem diferentes. Aí deixamos na mão da galera escolher qual quer levar pra casa, se quer levar as duas ou se fica com uma agora e depois volta pela outra. O importante no fim é esse problema bom de ter que escolher entre duas coisas bem legais. Imagina ficar sem opção? Nunca! Abraço!

      Reply (in reply to Guilherme Trovão)

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