Santo Rock Indica: The Filth and the Fury (Sex Pistols)

E aí, rocker, tudo bem?

Você que tem acompanhado nossas newsletters já deve ter sacado que, por conta do lançamento da nossa última coleção Cities on Fire, temos mergulhado na história de grandes capitais do Rock n Roll, como uma forma de prestar nossa homenagem e também de te convidar a embarcar nessa viagem com a gente.

Essa semana, por exemplo, temos falado muito a respeito de Londres, a ponta européia do eixo mundial do Rock n Roll.

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Afinal, o que seria de nós, meros rockers-mortais, sem as incontáveis (nem me atrevo a tentar listá-las) bandas geniais que surgiram do cenário efervescente e pulsante londrino?

Mesmo bandas que surgiram no interior do Inglaterra, tiveram suas carreiras transformadas e alavancadas pelas apresentações na agitada noite de Londres e pelo público cosmopolita ávido por novidades de todos os tipos. Uma cidade dessa foi berço e palco de muitos dos nossos ídolos. Explodindo para o mundo com Beatles a Stones, amadurecendo e ganhando peso com Zeppelin, Sabbath e Deep Purple, vociferando aos berros o movimento punk com Pistols e Clash, acalmando e adocicando com britpop do Oasis e do Blur e, por fim, subvertendo a lógica com o indie difuso e infinito através da internet, Londres sempre foi e sempre será a capital histórica do Rock n Roll e, em escala maior, a capital mundial da música jovem.

Essa linha evolutiva de pelo menos 60 anos de vida é tão rica que poderíamos criar pelo menos 20 posts como esse, com indicações de livros, documentários e discos que ilustrem a contribuição homérica da capital inglesa à história do Rock. Mas de tudo que era possível trazer pra cá, hoje optei por algo que mistura duas das minhas maiores paixões: Rock n Roll e História.

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O documentário The Filth and the Fury (no Brasil, “O Lixo e a Fúria”) de 2000, vai muito além de uma simples biografia do Sex Pistols. Ele reconstrói sistematicamente o cenário londrino decadente e a crise capitalista sem precedentes no Reino Unido na década de 70 e que acabou por escarrar de volta na cara da sociedade um grave efeito colateral do pós-guerra: jovens revoltados e incompreendidos, até então ignorados pelo sistema, e ávidos por mudanças – quaisquer que fossem – a qualquer custo.

Uma verdadeira aula de como a música, e muito especialmente o Rock n Roll no século XX, possui relações mais profundas e íntimas com aspectos sociais, políticos e econômicos do que a transformação da sua arte em produto sugere.

Com quase 2 horas de duração, o filme conta com inúmeras entrevistas com integrantes da banda e membros do seu staff, agentes, empresários, donos de estabelecimentos locais, outros músicos da cena e uma rica coletânea de imagens raras dos Pistols em ação e nos bastidores que ajudam a recontar a história da banda mais polêmica, agressiva e meteórica (os Pistols precisaram de apenas 2 anos para mudar a música e a história) que já pisou em Londres.

Foto icônica dos integrantes do Pistol pelo olhar de Bob Gruen, o fotógrafo do Rock n’ Roll

Uma passagem que merece destaque revela um Johnny Rotten, vocalista da banda, intenso e emocionado ao falar sobre a relação auto-destrutiva que Sid Vicious (baixista e símbolo máximo da pensamento e comportamento caótico juvenil da época) mantinha com a vida e como vício em heroína o colocou numa espiral sem volta rumo à morte. Separei um trecho aqui embaixo, mas vale a ressalva que algumas das cenas de entrevistas de Sid Vicious visivelmente chapado de heroína ao lado de Nancy (sua companheira de cama, copo e seringa) podem ser um pouco chocantes.

Enfim, botando de forma clara, das duas, uma:

Se você curte uma bagunça e quer ver o circo pegar fogo sempre que possível, esse documentário vai te proporcionar minutos explosivos do melhor Punk Rock já feito nesse domingo. Agora, se você gosta de ir além do som e tentar entender as raízes e a força-motriz por trás de cada grande personagem da história do Rock, esse documentário é mais do que obrigatório. Permita-se explorar, garanto que é um caminho tão intenso quanto viciante.


Aproveita esse embalo e dá uma conferida na nossa peça em homenagem a Londres e em toda a coleção Cities on Fire, nosso mais novo lançamento. Além das camisetas com estampas exclusivas em homenagens às capitais do Rock, ainda tem acessórios, bonés, regatas, bermudas e uma caralhada de outras coisas. Clique aqui para conferir.

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About Marco Sinatura view all posts

Rocker e Sócio-Fundador. Obcecado por Rock n Roll, fanático por literatura contemporânea e ferrenho defensor da cultura digital, encontrou na Santo Rock seu canal de conexão com o mundo, vivendo suas crenças, expondo suas ideias e trocando experiências com a comunidade rockeira.

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